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Fundecitrus: Seca prolongada e geada tiram 30 milhões de caixas de laranja da safra 2021/22

Publicado em 17/12/2021 15:48 e atualizado em 17/12/2021 18:00 942 exibições
Vinícius Trombin - Coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra do Fundecitrus
Além das condições climáticas, preocupação com a produção brasileira é grande em relação ao greening que apresenta alta incidência em 2021

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Entrevista com Vinícius Trombin - Coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra do Fundecitrus sobre o Reestimativa da safra de laranja 2021/22

A safra de laranja 2021/22 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro deve ser de 264,14 milhões de caixas, de acordo com revisão do Fundecitrus divulgada hoje (10/12). O recuo em relação à última estimativa (setembro) é de 1,39% e de 10,21% em relação à estimativa inicial (maio), o equivalente a uma redução de 30 milhões de caixas.

Os motivos são as condições climáticas adversas observadas nos últimos meses. De maio a novembro de 2021, as chuvas ficaram 31% abaixo da média considerando todo o parque citrícola, com déficit em 11 das 12 regiões que o compõem: -3% no Triângulo Mineiro; -18% em Bebedouro; -51% em Votuporanga; -13% em São José do Rio Preto; -26% em Matão; -42% em Duartina; -35% em Brotas; -30% em Porto Ferreira; -50% em Limeira; -42% em Avaré; e -30% em
Itapetininga. A exceção foi a região de Altinópolis, com chuvas 16% acima da média.

“A seca intensa e as consecutivas geadas observadas em julho prejudicaram o crescimento das laranjas e aumentaram a queda prematura de frutos”, analisa o coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) do Fundecitrus, Vinícius Trombin. “A estiagem reduziu o nível dos rios e reservatórios a ponto de prejudicar a disponibilidade de água até mesmo para os pomares mcom sistema de irrigação instalado, que abrangem mais de 30% da área do cinturão citrícola”, comenta.

A gravidade da seca só começou a diminuir em outubro, único mês desde o início da safra em que as chuvas superaram a média histórica. Queda de frutos e colheita A queda prematura de frutos aumentou em outubro e novembro após o retorno das chuvas, o que contribui para atingir a taxa projetada de 20,90%. A colheita avançou e, em meados de novembro, chegou a 65% da produção total, mas ainda está em ritmo mais lento devido às condições climáticas desfavoráveis e à maior concentração de frutos de segunda florada. A colheita realizada até novembro foi de frutos miúdos e, apesar da expectativa de melhora no peso de agora em diante em função das chuvas, na média geral, a safra deve se encerrar com laranjas de tamanho bastante atípico, 142 gramas por fruto, 16% menor do que o das últimas cinco safras.

 

Tags:
Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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