Milho: Clima irregular reduz produtividade da safrinha nesta temporada em Ponta Porã (MS)

Publicado em 22/08/2018 12:00 e atualizado em 22/08/2018 14:38
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Em algumas áreas rendimento deve ficar entre 30 a 40 scs/ha, contra uma média superior a 100 scs/ha. Colheita segue atrasada na região e chuvas dessa semana agravam cenário. Preços estão próximos de R$ 28,00 a R$ 30,00 a saca na região. Entrega dos fertilizantes da safra nova permanece atrasada e negócios futuros seguem travados.
João Pedro Roma - Técnico Agrícola de Ponta Porã/MS

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Entrevista com João Pedro Roma - Técnico Agrícola de Ponta Porã/MS sobre o Acompanhamento de Safra do Milho

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A colheita do milho safrinha permanece atrasada na região de Ponta Porã (MS). O cenário é agravado pelas chuvas previstas ao longo dessa semana na localidade, quadro que mantém a alta umidade dos grãos. Até o momento, cerca de 30% a 40% da área plantada nesta temporada foi colhida.

E o clima irregular tem sido observado na região desde o início do plantio, quando o excesso de chuvas fez com que parte da safra fosse cultivada fora da janela ideal, conforme destaca o técnico agrícola, João Pedro Roma. Após esse período, as plantações ficaram sem precipitações por até 45 dias, fator que derrubou o rendimento das lavouras nesta safrinha.

A expectativa é que o rendimento médio fique próximo de 60 sacas do grão por hectare nesta temporada, contra a média dos anos anteriores, acima de 100 sacas por hectare. "Em algumas áreas, a produtividade deve ficar entre 30 a 40 sacas de milho por hectare", reforça o especialista.

Comercialização

Enquanto isso, a perspectiva de uma safrinha menor neste ciclo e a postura dos produtores em segurarem o produto têm dado suporte aos preços no mercado interno brasileiro. Em Ponta Porã, alguns contratos futuros foram fechados ao redor de R$ 22,00 a R$ 23,00 a saca para essa temporada.

"Hoje, o cenário é diferente, com a saca do milho entre R$ 28,00 a R$ 30,00. Esse é um aumento que vai ajudar o produtor rural, que deve segurar o produto à espera de uma nova valorização nas cotações", explica o técnico agrícola.

Tabelamento dos fretes

O tabelamento dos fretes permanece como uma grande preocupação aos produtores brasileiros. O fator já afetou o planejamento da safra 2018/19, que apresenta custos mais altos. Além disso, o atraso na entrega dos fertilizantes também é uma realidade na região.

"Algumas empresas estão cancelando a entrega por conta da alta do frete e, outras que estão arcando com esse prejuízo para cumprir o compromisso firmado com os produtores. Os negócios para travamento futuro da soja também permanecem bem lentos. As atuais referências estão entre R$ 68,00 a R$ 70,00 a saca da oleaginosa", destaca Roma.

Na localidade, os produtores já podem iniciar o plantio da nova safra de soja a partir do dia 15 de setembro.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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