Milho deve manter preços altos no Brasil mesmo após a entrada da safrinha, diz analista da Germinar

Publicado em 09/01/2020 14:32
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Para Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, produtores devem apostar no cultivo da segunda safra de milho mesmo com a janela ideal mais apertada, em função das boas perspectivas de mercado e demanda para o cereal
Roberto Carlos Rafael - Germinar Corretora

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Milho deve manter preços altos no Brasil mesmo após a entrada da safrinha

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 2020 promete ser mais um ano bastante positivo para os preços do milho no Brasil. Segundo o analista de mercado da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, o alto volume de exportação do milho (que deve fechar o ano agrícola em 31 de janeiro com 42,5 milhões de toneladas) levou à redução dos estoques brasileiros e deve manter o mercado aquecido neste ano.

Rafael acredita em estoques de passagem de 11 milhões de toneladas, o que nas contas do analista, são suficientes para, no máximo, 60 dias de consumo no Brasil. “Agora retomamos o ano (após o período de festas) com viés de alta porque os estoques de passagem são baixos e vamos ter colheitas muito isoladas, com a safra verão começando a chegar mesmo na segunda quinzena de março”, aponta.

Na visão do analista, os preços do milho já vêm em patamares de boa rentabilidade ao produtor há algum tempo e devem se manter altos, pelo menos, até a entrada da safrinha no mês de junho. “O mercado deve seguir firme até mesmo no período pós safrinha porque as expectativas de estoque de passagem para o ano que vem também é baixo”, afirma Rafael.

Diante deste cenário positivo, a recomendação de Roberto Carlos Rafael é que o produtor, mesmo indeciso quanto ao cultivo do milho segunda safra devido ao encurtamento da melhor janela de cultivo (após o atraso da soja), aposte no plantio do cereal.

“Eu não tenho terra para plantar, mas se eu tivesse e tivesse floreira no meu apartamento, eu plantaria até na floreira do meu apartamento. A oportunidade é muito boa, os preços estão muito bons”, diz o analista.

Confira a entrevista completa com o  analista de mercado da Germinar Corretora no vídeo.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

2 comentários

  • anderson boff missal - PR

    Concordo com os comentários.. os analistas erram muito. Exemplo, quando colhemos safrinha atual a previsão de todos era do Brasil ter estoques de passagem com folga nem um previu exportações altas e escassez de milho. No Brasil é assim, ou tem milho suficiente e o produtor não ganha dinheiro ou falta milho pra dai produtor ganhar... resumindo tem que tenta produzir pra demanda apenas pra ser viavel

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    • Liones Severo Porto Alegre - RS

      Engano seu Anderson, alguns consultores apontavam para a escassez pela exportação estimada acima de 35,0 MMT, desde o ínício da campanha. O fato é que querem cobrar por um serviço que não contrataram.

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    • Rafael Antonio Tauffer Passo Fundo - RS

      A alta do dólar também foi um fator para o aumento na exportação de milho, ... a questão da produção também é relevante... a maioria dos agricultores, se pudesse, plantava em toda a área.

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  • elcio sakai vianópolis - GO

    Muito boa a entrevista, porém devemos lembrar que é um analista de mercado e não produtor rural. Devemos ter preços remuneradores em relação ao milho, já que boa parte do milho de Mato Grosso deve ser escoado pelo arco norte, dificultando assim a exportação para os estados vizinhos. Com relação ao plantio de milho fora da janela ideal, cada um que assuma se vale o risco ou não. Soluções milagrosas no meio rural, na prática não existem.

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    • CESAR AUGUSTO SCHMITT Maringá - PR

      Concordo com o colega Elcio. Analistas tendem a errar muito, devido à falta de vivencia com os fatores limitantes. Temos que analisa custos. Creio que quem já tem contratos firmados de sementes e fertilizantes e demais insumos, comprometendo no máximo 40 sacas/ha, compensa arriscar alguma coisa fora da janela ideal. Caso contrario acenda uma vela para seu santo favorito. Ouvidos moucos para analistas de mercado.

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