Estiagem já tirou metade da produção esperada de milho e feijão em Pato Branco/PR

A região de Pato Branco no Paraná registrou um dos piores meses de abril dos últimos 40 anos no quesito de chuvas em uma estiagem que estendeu até o começo de maio. Essa situação causou impactos diretos no desenvolvimento das lavouras desta segunda safra de milho e de feijão.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Pato Branco/PR, Oradi Caldato, o milho pegou esta seca bem no momento de pendoamento e se algumas precipitações não tivessem acontecido na última semana muitas lavouras iriam ter perda total.

A liderança acredita que essa chuva dos últimos dias salvou entre 40 e 50% do milho e que a produtividade esperada já está em apenas 50 sacas por hectare.
Já no feijão, que teve aumento de área em cima do milho devido ao estreitamento da janela do cereal, os trabalhos de colheita já começaram e as perdas estão sendo registradas em 50% do esperado com lavouras que tinham potencial de produzir mais de 40 sacas por hectare resultando em apenas 20 sacas.

Soja
Caldato destaca também que a safra de soja 2020/21 que se encerrou contabilizou resultados melhores do que os esperados. O excesso de chuvas de janeiro prejudicou a qualidade de uma parte das lavouras e aumentou os descontos na entrega. Mesmo assim, a produtividade ficou próxima a registrada no ano passado.
Confira a entrevista completa com o presidente do Sindicato Rural de Pato Branco/PR no vídeo.
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Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR
Começam a circular comentários de analistas estimando safrinha brasileira em 45 mi de toneladas. A verdade está vindo à tona.