Preços do milho no Brasil deverão ser mais impactados pela gestão da comercialização, do que pelo clima
Preços do milho no Brasil deverão ser mais impactados pela gestão da comercialização, do que pelo clima
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O mercado do milho teve uma semana muito agitada e de intensa especulação, tanto na B3, quanto na Bolsa de Chicago e encerrou os negócios desta sexta-feira no vermelho em ambas as bolsas. Na brasileira, as perdas foram de 0,3% a 0,8% entre as posições mais negociadas, levando o julho a R$ 63,10 por saca, o setembro a R$ 64,30 e o janeiro a R$ 70,85.
Há um foco importante dos traders no clima - tanto no Brasil, quanto Argentina e EUA - porém, os fundamentos ainda pressionam as cotações no mercado brasileiro, em especial a chegada da segunda safra de milho. A colheita já começou em algumas áreas do país, segundo informações do IMEA, e a área colhida alcança 0,31%. Enquanto isso, as estimativas indicam uma produção recorde na segunda safra, passando largamente de 100 milhões de toneladas.
Assim, como explicou o analista de mercado Enilson Nogueira, da Céleres Consultoria, os próximos três meses deverão ser de pressão sobre os preços do cereal, e os três meses seguintes de fôlego e melhores oportunidades, em especial por conta de uma força de demanda maior, tanto na exportação, quanto internamente.
"É melhor fazermos conta com boa produtividade do que com produtividade ruim. É mais produto disponível para o produtor tomar decisão e gerar margens. E temos visto, principalmente no Cerrado, que o produtor vendeu mais, já teve uma venda antecipada maior do que teve nos últimos dois anos. Então, ele aproveitou momentos de preços mais altos nos últimos três, quatro meses, para ter uma evolução interessante, fazer preço médio, o que é positivo", explica Nogueira.
Veja sua análise completa no vídeo acima.
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