ABRAVES 2015: Retração no consumo faz preço do suíno recuar 10% em pouco mais de uma semana

Publicado em 21/10/2015 12:06 e atualizado em 21/10/2015 14:09
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Retração no consumo mais acentuada nos últimos dias faz preço do suíno recuar 10% em pouco mais de uma semana. Orientação é evitar represamento de animais, pois demanda pode cair ainda mais em novembro.

A retração no consumo da carne suína no mercado interno tem sido fator de pressão para as cotações do animal vivo. Em São Paulo, por exemplo, o preço do quilo apresentou uma queda de 10% de um ano para outro.

Atualmente a arroba suína é comercializada no mercado paulista a R$ 81,00 contra os R$ 88,00/@ que eram praticados há exatamente um ano atrás. Segundo o presidente da APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos), Valdomiro Ferreira, o setor já esperava essa diminuição no consumo devido à crise econômica do país. "Nós já prevíamos que em outubro pudesse ocorrer um afastamento do consumidor, e isso refletiu diretamente nos preços", ressalta.

As indústrias também estão sentindo com a queda dos preços. O quilo da carcaça que em outubro de 2014 era vendido a R$ 7,00, nos dias atuais está sendo comercializado entre R$ 6,00 e R$ 6,20/kg. Ainda assim, o presidente explica que a queda nas cotações só não acontece de forma mais significativa porque a carne suína ainda é uma das opções de proteína mais baratas para o consumidor brasileiro.

"O que temos observado é que eles não estão deixando de comprar a carne suína, entretanto estão diminuindo os volumes. E isso também está nos levando a fazer uma previsão de que talvez ele deixe de fazer um grande consumo no mês de novembro, mas que será ousado no em dezembro", considera Ferreira.

Diante dessa expectativa o setor já começou a organizar um esquema para equilibrar a oferta e demanda nos últimos três meses do ano, reduzindo o peso do abate em outubro e escoando a produção neste mês, já que a projeção de consumo para novembro é mais pessimista.

Os custos de produção da suinocultura também subiram muito nos últimos meses, puxado pela elevação nas cotações do milho e farelo de soja.  Segundo Ferreira há um ano a saca do milho era negociada a R$ 29,00 contra os R$ 34,00/sc atualmente e, o farelo do soja saiu de R$ 950,00 tonelada para R$ 1.300,00/t neste ano.

"O custo de produção diminuiu a margem do produtor e, estamos imaginando que perdemos em torno de 7% a 9% nos últimos 30 dias com a queda nos preços", ressalta o presidente afirmando que a grande preocupação dos produtores neste momento é quanto ao consumo e níveis de preços nos primeiro três meses do ano que vem, onde tradicionalmente a demanda é menor.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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