Apesar de toda tecnologia à disposição da agricultura, média de produtividade da soja no Brasil está estagnada

Publicado em 05/05/2016 10:40 e atualizado em 05/05/2016 14:37
463 exibições
Produtividade média de 50 sacas por hectare poderia dobrar apenas com ajustes no solo e aprimoramento da qualidade das sementes

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja - atrás apenas dos EUA - com a produção de 108,014 milhões de toneladas em uma área de 33,614 milhões de hectares. Segundo a Embrapa a produtividade média da soja brasileira é de 3.011 kg por hectare, o equivalente a 50,18 sacas por hectare.

Embora ainda sejamos um grande player neste mercado, o diretor comercial da Aminoagro, Michel C. Butnariu, ressalta que nos últimos 10 anos o rendimento da oleaginosa praticamente ficou estagnado.

"Hoje nos temos máquina de excelente qualidade, insumos modernos, as melhores tecnologias em transgênicos, técnicos capacitados, então a produtividade poderia ser melhor", considera Butnariu.

Segundo ele, os fatores limitantes para a evolução da produção brasileira atualmente são os tratamentos de o solo e sementes. Em casos de aproveitamento máximo dos dois componentes a produtividade por hectare variou entre 140 a 150 sacas.

"No solo, a questão biológica é um fator bastante limitante, principalmente nas regiões de fronteira como no Tocantins, onde o solo é naturalmente pobre em matéria orgânica. A primeira preocupação dos produtores neste caso é equilibrá-los quimicamente o que pode prejudicar ainda mais a biologia do solo", alerta o diretor comercial.

A utilização de defensivos ao longo dos anos produtivos também reduz a população microbiana, limitando a interação do solo com a produtividade.

Já no caso das sementes o vigor tem sido o principal impasse. Butnariu conta que plantas emergidas e desenvolvidas nas mesmas condições de clima e solo apresentam diferenciação no rendimento.

Neste sentido a Aminoagro desenvolveu o Programa Construindo Plantas (PCP) na busca de melhorar a eficiência da lavoura a partir de uma análise que classifica o vigor da semente. Com esse conhecimento a empresa pode orientar sobre a melhor forma de obter plantas mais eficientes em todas as fases da cultura.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário