Palestra de André Nassar, Diretor-geral da Icone fala sobre Novo Código Florestal

Publicado em 11/10/2011 09:13 e atualizado em 11/10/2011 17:17 353 exibições
PAINEL: ASPECTOS POLÍTICOS DA REFORMA DO CÓDIGO FLORESTAL Para engenheiro do Icone, não-reforma do Código Florestal deveria estar “fora de questão” e o que precisa ser debatido ainda são apenas alguns tópicos do texto. Efetivação de um Cadastro Ambiental Rural depende de tirar produtores da ilegalidade.
André Nassar, engenheiro agrônomo do Icone (Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais), mostrou uma postura totalmente favorável à reforma do Código Florestal Brasileiro. Para ele, a não-reforma deveria, inclusive, estar fora de discussão e o que precisa ser debatido, neste momento, são apenas alguns tópicos dela.

Existem “razões econômicas e sociais fortes o suficiente para gerar a necessidade da reforma”, diz o engenheiro ao abrir a sua explanação. Ele esmiúça alguns desses motivos, como o problema referente ao Cadastro Ambiental Rural. De acordo com o engenheiro, é inaceitável que o país não tenha dados confiáveis sobre o uso e a ocupação do solo. Isso ocorre porque, com o Código Florestal atual, os produtores têm receio de fornecer informações, pois certamente seriam multados. Essa problemática impossibilita o funcionamento de um georreferenciamento eficiente.
Outra razão se baseia nos  40% de municípios brasileiros que têm um PIB essencialmente agrícola. A aplicação do antigo Código causaria um impacto tão grande, que se tornaria inimaginável.

Ainda, segundo estudos, seria preciso que a área agrícola brasileira crescesse de 1 a 1,2 milhões de hectares/ano para suprir as necessidades alimentares do país. Porém, neste ano, foram somente 700 mil hectares de crescimento. Toda essa mudança do uso do solo exigiria limites bem estabelecidos, pois a expansão não pode ser mal planejada como no passado. “Ninguém quer isso, nem os produtores”, diz.

“O país só tem um destino: crescer; não existe outra saída. Se não crescermos vamos ficar como os europeus e americanos”, diz o engenheiro, referindo-se aos atuais problemas financeiros.

Por:
Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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