Presidente da FPA garante que reforma da previdência será aprovada até junho

Publicado em 02/05/2019 15:01 e atualizado em 02/05/2019 18:52
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Alceu Moreira afirma que 80% dos parlamentares ligados à FPA apoiam reforma com pequenas modificações
Alceu Moreira - Presidente da FPA

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Entrevista com Deputado Federal Alceu Moreira, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária

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O deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que é o atual presidente da Frente Parlamentar Agropecúaria, rebateu, em entrevista ao Notícias Agrícolas, a afirmação do deputado federal Paulinho da Força (SD-PR) de que o centrão iria desidratar a Reforma da Previdência.

Moreira, por sua vez, acredita que o sistema sindical, de onde vem Paulinho, não representa os trabalhadores. Para ele, grande parte do parlamento não pensa dessa forma e quer que o projeto da Previdência seja bom para a próxima geração.

Ele ressalta que há uma série de coisas a serem acertadas no projeto dessa reforma, mas que a aprovação deve vir antes do final de junho.

Para tal, ele também recomenda que o empresariado e a sociedade, se interessados na Reforma, se manifestem de forma organizada para pressionar essa votação.

O deputado acredita que a Reforma irá desatar o nó da economia e que será um instrumento para derrubar os privilégios em relação ao dinheiro público.

Há tempo hábil para votar reforma da Previdência na Câmara no 1º semestre, diz líder

BRASÍLIA (Reuters) - A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou nesta quinta-feira que há tempo hábil para a reforma da Previdência ser aprovada na Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre deste ano.

Segundo Joice, o governo do presidente Jair Bolsonaro já foi avisado por lideranças sobre a resistência às mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, mas não é possível alterar o texto muito além disso, sob o risco de a reforma ficar “anoréxica”.

“Nós temos tempo hábil ainda para aprovar neste primeiro semestre aqui na Câmara, as costuras são feitas exatamente para isso”, disse a líder a jornalistas.

"A nossa preocupação é votar no primeiro semestre a Nova Previdência com o tamanho que nos precisamos”, acrescentou.

Mais cedo, a deputada afirmou que a Câmara contará com um “gabinete de inteligência”, com técnicos da equipe econômica para tirar dúvidas de parlamentares sobre a reforma da Previdência.

Segundo ela, a equipe do Ministério da Economia já estava à disposição de parlamentares, mas agora técnicos da pasta ficarão de plantão para fornecer informações específicas e municiar os deputados.

“A gente vai ter um grupo aqui do Ministério da Economia à disposição para trabalhar durante todo o momento dando informações aos parlamentares, explicando, tirando qualquer dúvida que possa haver em relação ao texto, inclusive por região – porque a gente sabe que em cada região o calo aperta em um lugar diferente”, disse a líder.

“Queremos dar toda a segurança para o parlamentar explicar para o seu eleitor porque a Nova Previdência é tão importante.”

O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que esteve reunido com Joice na manhã desta quinta, considerou o gabinete de inteligência “de bom tom” e “pertinente”.

“O dia a dia no Congresso acontece aqui”, disse o secretário a jornalistas. “A partir da próxima semana já estaremos aí com técnicos à disposição aqui no gabinete da Liderança do Governo no Congresso, e esse suporte vai ser dado de forma mais estreita.”

Joice avaliou que a articulação política do governo já apresentou melhoras, mas admitiu que temas como as mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, dois dos pontos mais polêmicos da proposta, devem ser alterados no texto da PEC.

“BPC e rural é meio que favas contadas. Vai ter uma mexida. Eu não sei o tamanho da mexida”, disse a líder.

Marinho, no entanto, afirmou que defenderá a proposta na sua integralidade, embora reconheça a prerrogativa do Congresso de promover as alterações que considerar necessárias.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência tramita em uma comissão especial, que debaterá o mérito da matéria. Na próxima semana, o relator da PEC, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), deve apresentar uma proposta de cronograma.

Segundo o presidente da comissão, Marcelo Ramos (PR-AM), a ideia é que o cronograma trabalhe com o horizonte de uma votação em plenário em julho. Pelas estimativas dele, o relatório da proposta deve ser apresentado na primeira semana de junho, mas o plano de trabalhos ainda precisa ser acordado com coordenadores de bancadas da comissão.

Acordo firmado na instalação da comissão previa que os prazos regimentais passassem a valer a partir do dia 7. Mas como o tempo de tramitação da proposta na comissão toma como referência as sessões do plenário da Casa, já foi computado um dia nessa contagem de prazo na terça-feira, quando 51 deputados registraram presença na Casa e tornaram possível a realização de uma sessão não deliberativa.

A comissão especial tem 40 sessões do plenário para proferir parecer, sendo que a apresentação de emendas à proposta tem de ser feita nas 10 primeiras sessões.

A expectativa é que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prorrogue o prazo de apresentação de emendas para compensar o dia já computado na terça-feira.

Marinho defende PEC da Previdência na íntegra e diz que não se discute mais se será aprovada

BRASÍLIA (Reuters) - O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse nesta quinta-feira que defenderá na íntegra a Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência para honrar a assinatura que o presidente Jair Bolsonaro colocou no texto ao enviá-lo ao Congresso Nacional.

Em entrevista ao lado da líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), Marinho disse não ter dúvida que a proposta será aprovada, mas resta saber com que abrangência ela sairá do Congresso.

“Hoje não se discute mais se vai se aprovar ou não. É o tamanho da Previdência que será aprovada. E quanto maior o impacto fiscal, maior capacidade o governo terá de atender as capacidades legítimas da maioria da população brasileira”, disse o secretário.

Marinho esteve reunido com a líder do governo para acertar um “gabinete de inteligência”, um centro de informações a deputados com técnicos da equipe econômica de plantão para atender os parlamentares.

Ainda que ressalve a prerrogativa do Congresso de modificar o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma, lembrou que como representante do governo defenderá a aprovação da proposta original.

“Evidente que entendendo como funciona o Parlamento brasileiro, e eu tenho uma experiência de três mandatos, o que vem aqui para o Parlamento é aperfeiçoado, é modificado, é alterado, mas esse é um processo absolutamente natural e dentro da democracia. Agora, não é possível que o governo não defenda o que apresentou e nós vamos defender”, afirmou.

Para o secretário, o governo terá a oportunidade de defender o texto encaminhado durante a discussão da PEC na comissão especial, responsável pela análise do mérito da PEC.

Marinho cobrou ainda, um posicionamento mais convicto de governadores a favor da proposta, de forma a mobilizar deputados e votos favoráveis.

“O que estamos vendo é que alguns governadores precisam se comprometer mais com a reforma, que vai beneficiar o conjunto de Estados e municípios por todo o país”, disse o secretário, acrescentando que haverá oportunidade para que os gestores se posicionem de maneira mais explícita.

Fonte: Noticias Agrícolas

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    O deputado Alceu Moreira, presidente da FPA deu o recado aí, se não houver militancia organizada para cobrar a camara, eles vão fazer as coisas do jeito deles. Então o que ele diz é que a responsabilidade é nossa por aquilo que acontece com o país. Se deixamos como está, eles vão continuar fazendo o que sempre fizeram.

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    • Gilberto Rossetto Brianorte - MT

      Negócio é tirar a bunda da cadeira e ir à luta. As corporações dos marajás estão pressionando os deputados para votarem contra a reforma..., se não formos mais fortes, irão fazer uma reforma capenga e, aí, mais 30 anos de atraso.

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