"Estamos corrigindo esse protecionismo exacerbado dos últimos anos que atrasou o crescimento da nossa economia", diz Troyjo

Publicado em 10/09/2019 10:33 e atualizado em 10/09/2019 16:27
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Durante Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China, o Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia afirmou que o país tem evoluído para tornar seu livre comércio mais eficiente, com novas negociações já sendo realizadas com Canadá, Coreia do Sul, Cingapura e México. "O mundo não está necessariamente ruim para o Brasil", diz.
Marcos Troyjo - Sec. de Comércio Exterior do Ministério da Economia

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Entrevista com Marcos Troyjo - Sec. de Comércio Exterior do Ministério da Economia

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Durante Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas, conversou com o Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo. O encontro que aconteceu na Capital Paulista, teve como principal objetivo debater sobre as possibilidades de ampliar a parceria comercial entre Brasil e China. 

Durante sua palestra, o secretario aproveitou o espaço para levar todas as oportunidades que o Brasil ainda tem para ampliar as relações com a China. "Há uma relação já constituída ao longo dos 45 anos, que do ponto de vista comercial se expressa por parte do Brasil de produtos chineses de alto valor agregado e de produtos brasileiros para a China, de alimentos, commodities agrícola e commodities minerais", explica. 

Troyjo ainda explicou que a parceira representa números expressivos, mas que ainda existem muitas possibilidades para ampliar os negócios. "Seja para explorar o mercado dos dois países ou de um terceiro mercado. Agora estamos numa fase de construção, de estratégias, de abrir portas", comenta. 

Para o secretario, o principal desafio do Brasil neste momento é o fato do país precisar de um conjunto de políticas públicas voltadas para o futuro e que possam responder importantes questões do mercado externo. Para ele, a nova fase da economia chinesa que já vem impactando outros países, também pode atingir o Brasil e abrir novos caminhos. 

O aumento da demanda por commodities nos países próximos a China, como Índia e Indonésia é uma das características que ele considera importantes neste momento. "É um esforço de variação, aumentar a gama daquilo que é exportado pra China e Sudeste Asiático em termos de mais agragação do valor, mas significa também utilizar os recursos que vêm da exportação para a construção de novas capacidades do Brasil", afirma. 

O secretário enfatizou ainda as novas fases do governo Jair Bolsonaro, expondo várias ações que vêm sendo feitas para recuperar a imagem do país. Enfatizou ainda que guerra comercial entre China e Estados Unidos precisa ser resolvida para que o impacto na economia global não seja tão negativa, principalmente para o Brasil.

"Se essa questão se prolonga ao longo dos tempos, toda a economia do mundo vai sub-desempenhar. Isso é ruim para o Brasil porque nós estamos tendo que fazer uma série de ajustes e é melhor fazer as correções em um ambiente de dia de sol lá fora, do que em conjunturas onde há muitas incertezas, muito risco", afirma. 

Confira a entrevista completa no vídeo acima. 

 

 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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