Os R$ 3 bi do Fundão não serão destinados ao combate do Coronavírus, decide Rodrigo Maia.

Publicado em 06/04/2020 14:14 e atualizado em 06/04/2020 17:12 2164 exibições
Renato Dias - Diretor Executivo do Blog Ranking dos Políticos
Entrevista com Renato Dias - Diretor Executivo do Blog Ranking dos Políticos sobre o Fundo Eleitoral para combater Coronavírus

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Entrevista com Renato Dias - Diretor Executivo do Blog Ranking dos Políticos sobre o Fundo Eleitoral para combater Coronavírus

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do chamado “orçamento de guerra” que visa destinar as verbas do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário para a saúde enfrenta resistência na câmara dos Deputados. O presidente da Camara dos Deputados, Rodrigo Maia, decidiu por não votar a emenda e não destinar R$ 3 bilhões ao combate do coronavírus. 

De acordo com o Diretor Executivo do Blog Ranking dos Políticos, Renato Dias,  a grande mídia está ignorando este fato como se nada estivesse acontecido. “A emenda era para votar a liberação do fundo partidário e eleitoral com um total de  R$ 3 bilhões, porém parecia que eles iam aprovar o fundo eleitoral de 2 bilhões para combater o coronavírus e o fundo eleitoral seria mantido”, comenta. 

Conforme Dias apurou ocorreu conversas entre o Rodrigo Maia e os líderes dos partidos que conseguiram uma forma de evitar a votação da emenda. “Se tivesse a votação iria repercutir muito nas redes sociais mostrando quem votou a favor e contra, por isso eles optaram por não votar”, afirma. 

O Deputado Federal Marcel Van Hattem pelo partido Novo-RS denunciou em suas redes sociais que o “deputado Rodrigo Maia inadmitiu a emenda do NOVO que destinaria os recursos do fundão e fundo partidário para a saúde e também a emenda da redução dos salários de políticos”, apontou. 

Confira o vídeo AQUI em que o Deputado mostra como foi impedido de votar o fundão em combate ao Coronavírus

Com essa questão do coronavírus, as sessões no congresso estão sendo realizadas por videoconferência e o Deputado Van Hattem não conseguiu ter o poder da palavra mesmo estando no plenário. “Mesmo ele estando presencialmente lá, as coisas ficaram todas atropeladas e não teve a chance de falar”, relatou Dias. 

Pesquisas

No último domingo, o datafolha divulgou uma pesquisa que aponta que 76% da população concorda com o isolamento. “Pesquisas são muito complicadas, pois a pergunta as perguntas induzem os participantes a falarem a resposta que eles querem. Por outro lado, o Bolsonaro está muito corajoso em questionar já que ele podia se omitir e não se pronunciar”, destaca.

"Ficar em casa de quarentena curtindo Netflix é privilégio de poucos", diz Osmar Terra (O Antagonista)

Em artigo intitulado “Medo e Coragem”, publicado hoje na Folha, Osmar Terra volta a defender sua tese que é a mesma de Jair Bolsonaro. E diz que admira “a coragem do presidente de se posicionar contra uma correnteza de pânico, se recusando a pegar carona no medo”.

“Compartilho da mesma posição do presidente Jair Bolsonaro de que é possível superar a epidemia e reduzir as perdas humanas sem radicalizar com isolamentos que vão quebrar o país e jogar milhões de brasileiros na miséria.”

Segundo Terra, “no Brasil, mais de 90% da população não têm condições econômicas de seguir em isolamento por mais duas semanas”.

“A maioria das pessoas já está passando até fome. Quantos terminarão esse isolamento sem seus empregos? Que isolamento é possível nas favelas? Ficar em casa de quarentena curtindo Netflix é privilégio de poucos.”

Cotado para o lugar de Luiz Henrique Mandetta, Osmar Terra defende a tese de que “é o aumento do contágio por assintomáticos (mais de 90% dos casos) que faz uma epidemia de um vírus sem medicação específica e sem vacina parar de progredir e terminar”.

“É um processo inexorável, faça quarentena ou não faça. Foi assim na gripe espanhola, em 1919, na gripe asiática, em 1957, na gripe A (H1N1), em 2009, e na primeira curva do coronavírus na China. Ela dura em torno de 10 a 14 semanas. No Brasil, ao redor da terceira semana de abril deverá começar a queda do número de novos casos, terminando na primeira semana de junho. Façam ou não façam quarentena!”

O deputado diz ainda que “nos países europeus que radicalizaram na quarentena, em vez de diminuir, o número de casos aumentou muitas vezes e não houve achatamento da curva epidêmica”.

“Isso já é possível ver na aceleração de novos casos na quarentena do Brasil. Mas como a população está muito assustada, ela acredita que quanto maior o isolamento e a proibição, mais segura ela estará. Isso induz os gestores públicos a radicalizar medidas.”

Leia o artigo publicado na Folha clicando aqui

Por:
João Batista Olivi e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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