Crise será vencida pela força da lei, para não usar a força das armas, diz deputado-general

Publicado em 29/05/2020 16:41 e atualizado em 31/05/2020 17:15 2430 exibições
General Girão - Deputado Federal - PSL/RN
A força das palavras está baseada na Constituição e é por ela que superaremos as divergencias, diz o deputado General Girão. "O clima está insuportavelmente aquecido em Brasília, e precisamos voltar a paz, com respeito aos Poderes", acentua Girão... para ele, alguns ministros do STF agem como "incendiadores" da República.

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Avaliação do momento político em brasília com o Dep. Gen. Girão

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Eliéser Girão Monteiro F.o, militar durante 37 anos, deixou o posto de general para eleger-se como deputado federal pelo seu Estado, o Rio Grande do Norte. Recebeu 81 mil e 640 votos, a maioria vindos de militares e de quem comunga com seu posicionamento conservador. Mas faz questão de frisar que suas opiniões não representam a voz da caserna.

-- "O Exercito está em silencio, observando. Esse é o seu papel, que é o de acompanhar e, se for o caso, antecipar-se aos acontecimentos que ponham em risco a estabilidade constitucional do País. Eu, de minha parte, sou parlamentar, falo e voto por mim, e conforme a  minha consciencia".

Sobre as manifestações previstas para esse domingo, em protesto contra o STF, Girão não concorda que grupos façam manifestações em frente às unidades do exercito. "Não é um bom indicativo, na verdade é uma provocação e uma armadilha. As Forças Armadas não vão cair nessa...".

No entanto, o general-deputado não aceita o comportamento de alguns ministros do STF, que, em sua opinião, são "verdadeiros incendiários da República". Girão diz que prefere não nominar os incendiários, "pois só declino o nome de quem merece".

Sobre a crise institucional que muitos desenham para o País, o deputado diz que ela será superada "pela força das palavras".

-- " Nossas palavras estão respaldadas na força da Lei, na Constituição. Basta seguirmos o que diz a Constituição, para não termos necessidade de usar as forças das armas... A superação da crise será natural, e com equilíbrio", frisou o general.

(acompanhe a entrevista na íntegra, acima).

Bolsonaristas convocam população para manifestações em frente a quartéis (em O Antagonista)

Bolsonaristas têm espalhado nas redes convocações para atos de apoio ao presidente e contra o STF e o Congresso em frente a quartéis de várias cidades pelo país.

As manifestações estão marcadas para hoje, 31 de maio e no próximo domingo, 7 de junho, às 15h.

Há atos marcados em Rio de Janeiro, Fortaleza, Belém, Salvador, Porto Velho, Porto Alegre, São Luiz, Cuiabá, Teresina, Recife e Natal; e também em Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Cruz Alta, Pelotas, Caxias do Sul e Alegrete (RS); Londrina e Foz do Iguaçu (PR); Caruaru e Petrolina (PE); Resende (RJ); Imperatriz (MA); e Guaxupé (MG).

Oposição quer impeachment de Augusto Heleno: “Não há mais como permanecermos silentes”

Os deputados federais Tadeu Alencar e Lídice da Mata, ambos do PSB, protocolaram na Procuradoria-Geral da República uma representação para que seja apurado se Augusto Heleno cometeu crime de responsabilidade na nota que falava em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” se o celular de Jair Bolsonaro fosse apreendido.

Os parlamentares da oposição querem o impeachment do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

“Não há mais como permanecermos silentes, acovardados diante de tamanha agressão às instituições e à Constituição Federal, enquanto o vírus autoritário se dissemina e tem potencial de se multiplicar em velocidade estrondosa, não raro, apoiada na mais sofisticada rede de fakenews que esgarça petulantemente o tecido da nossa jovem democracia”, diz trecho da representação.

Os deputados afirmam, também no documento, que a declaração de Augusto Heleno foi fato “gravíssimo”.

“Não podemos amesquinhar o Estado de Direito adoçando a boca dos áulicos de todos os regimes de força, se não opusermos às suas violações, simuladas ou descaradas como essa, os remédios constitucionais e legais que dão coesão democrática à sociedade brasileira, e que devem ser utilizados com toda a parcimônia, com refletida responsabilidade, exatamente para que eles sejam usados sem titubeios, com firme serenidade, quando tais violações sejam graves e inequívocas e assim os exigirem.”

Heleno, sobre esquerda: “Eles sabem que vai ser difícil voltar ao poder”

O general Augusto Heleno afirmou que a “esquerda radical” sabe que dificilmente vai “voltar ao poder no Brasil”.

“O que eu sinto no quadro político é que o desespero da esquerda radical vai aumentando, pois eles sabem que vai ser difícil voltar ao poder. A esquerda radical esperava que o presidente iria para o fundo do poço”, disse o ministro do GSI em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Heleno voltou a criticar o pedido de apreensão do telefone celular de Jair Bolsonaro — apresentado por alguns partidos políticos ao STF e contra o qual também se manifestou o procurador-geral da República, Augusto Aras.

“Pedir para apreender o celular do presidente, a autoridade máxima do país, o que é isso? Isso seria uma bola de neve. Queria ver se decidem pegar o celular do presidente da Câmara, do Senado, isso sairia na quinta página do jornal. É uma coisa que não faz sentido em um país que está em uma situação absolutamente normal, uma democracia. Imagine se os partidos políticos começam a pedir apreensão de celular… São uns disparates republicanos, aliás, nem republicano, é um disparate de quinta categoria.” (O Antagonista).

Bolsonaro publica vídeo em que Alexandre de Moraes defende as liberdades individuais

Jair Bolsonaro usou o Twitter neste sábado para compartilhar um vídeo em que o ministro Alexandre de Moraes afirma ter “compromisso com a Constituição” e “devoção às liberdades individuais”.

O post do presidente ocorre dias depois de o ministro autorizar a operação contra empresários, parlamentares e ativistas bolsonaristas no inquérito que investiga ataques ao STF.

No vídeo, gravado em 2017, durante a sabatina do magistrado no Senado, Moraes cita a palavra “liberdade” 16 vezes.

“Uma nação livre só se constrói com liberdade, e a liberdade só existirá onde houver um estado democrático de direito, que, por sua vez, nunca será sólido sem a existência de um poder Judiciário autônomo, magistrados independentes e um Supremo Tribunal Federal imparcial, para que possa exercer a sua grave função de guardião da Constituição e das leis e de garantidor da ordem na estrutura governamental republicana, com irrestrita possibilidade de debate de ideias e respeito à diversidade”, disse na sabatina.

- Mais um vídeo de Alexandre de Moraes e as liberdades: . Link no YouTube: https://youtu.be/IO_WiZSjarQ 

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Brasil segue dividido sobre impeachment; maioria rejeita aproximação de Bolsonaro com centrão, diz Datafolha

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O país continua dividido praticamente ao meio sobre um possível processo de impedimento ou a renúncia do presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.  

Tanto no caso de impeachment como no da renúncia, as posições favoráveis ao presidente estão numericamente à frente, mas nos dois casos a vantagem não passa da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Questionados, no levantamento feito entre os dias 25 e 26 de maio, se o Congresso deveria abrir ou não processo de impeachment contra Bolsonaro, 50% dos entrevistados disseram que não, enquanto 46% responderam que sim, uma diferença que fica no limite do chamado empate estatístico. Em 27 de abril eram, respectivamente 48% e 45%.

Já em relação à renúncia, 50% disseram que o presidente não deveria renunciar, enquanto 48% se mostraram favoráveis à renúncia. No final de abril eram respectivamente 50% e 46%.

A pesquisa Datafolha mostrou também que 67% consideram que Bolsonaro age mal ao negociar cargos e verbas com deputados e senadores para garantir apoio no Congresso, enquanto 20% avaliam que ele age bem. Para 2%, o presidente não está negociando cargos e verbas.

Embora uma das bandeiras de sua campanha eleitoral fosse as críticas ao que chama de velha política, Bolsonaro lançou mão, nas últimas semanas, da antiga abordagem de oferecer cargos a partidos como o PP, PRB e o PL, que formam o chamado centrão.

Além de ser importante para a aprovação de projetos de interesse ao governo, Bolsonaro precisa de uma base no Congresso para impedir que um eventual processo de impeachment prospere ou mesmo para rejeitar a autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) processá-lo em caso de denúncia do procurador-geral da República.

O Datafolha ouviu 2.069 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e Estados do país.

 

 

Heleno, sobre esquerda: “Eles sabem que vai ser difícil voltar ao poder”

 

Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    "Força das armas" só Alexandre de Moraes pode usar, através da Policia Federal, contra aqueles que denunciam seus crimes.

    9