Questão indígena: as mudanças promovidas pelo governo Bolsonaro e a reação de ONG's e entidades indigenistas

Publicado em 31/01/2019 14:16 e atualizado em 31/01/2019 17:19
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Protesto sobre transferência da FUNAI para o MAPA - Rodinei Candeia - Procurador do Estado do Rio Grande do Sul
Rodinei Candeia - Procurador do Estado do Rio Grande do Sul

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Protesto sobre transferência da FUNAI para o MAPA - Rodinei Candeia - Procurador do Estado do Rio Grande do Sul

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Na manhã desta quinta-feira (31), um grupo de indígenas da reserva Ventarra bloqueou o trânsito na rodovia ERS 135 para protestar contra as mudanças que estão sendo implementadas pelo o governo federal na Fundação Nacional do Índio (Funai).

Segundo o Procurador do Estado do Rio Grande do Sul, Rodinei Candeia, o processo de demarcação de terras está desvirtuado e isso acaba gerando muitos conflitos. “Os índios são instruídos pela a própria Funai e os produtores rurais só tomam conhecimento no final. Então, isso precisava de uma mudança já que a fundação não pode ser a julgadora do processo”, afirma.

A ideia inicial era que a Funai mudasse do Ministério da Justiça para a secretária de assuntos fundiários vinculado ao Ministério da Agricultura. Porém, houve uma resistência do ministro Sérgio Moro que entendeu que não era uma matéria para a agricultura. “Então, foi decidido que a fundação ficaria no Ministério dos Direitos Humanos, mas a parte de licenciamento e demarcação ficou sobre responsabilidade do Incra que já faz demarcações quilombolas”, ressalta.

O procurador salienta que apesar dos índios terem direito a 14% do território nacional, os indígenas continuam sem educação e com os piores índices de saúde e renda. “Na verdade existem interesses internacionais geopolíticos de demarcar uma área e tornar públicos os territórios que são de produção e riqueza mineral. Para isso, os países europeus e Estados Unidos acabam financiando ONGs que dirigem todo o processo de demarcação”, conta.

Ainda de acordo com o Procurador, a reserva indígena Ventarra foi regularizada pelo o estado do Rio Grande do Sul na década de 2000. “Os índios tem uma vida aproximada com o município de Erebango e com a cidade de Getúlio Vargas, mas só estão fazendo parte dessa mobilização nacional pelo fato do a paralisação do transito traz um prejuízo ao comércio local”, completa.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

3 comentários

  • Warner Munhoz Campinas - SP

    A FUNAI está promovendo os protestos porque recebem muitos milhões de reais do exterior pra eles roubarem todas nossas riquezas, pois os índios não oferecem resistência. Outra coisa: existem reservas indígenas próximas à minha cidade mas os índios simplesmente abandonam elas, porquê não gostam de cultivar a terra (trabalhar) e vêm pedir esmolas na cidade.

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      E" PRECISO TROCAR TODOS OS DIRIGENTES DA FUNAI ... NAO FOI POR ISSO QUE BOLSONARO FOI ELEITO ?

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      AS ONGs QUE RECLAMAM SAO AQUELAS QUE GANHAVAM DINHEIRO---DEVEM SER INVESTIGADAS PARA RECUPERAR O DINHEIRO

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Bolsonaro tem que deixar eles espernear , gritar , até que eles procurem outros para enganar... Aqui acabou .... Os indígenas já possuem o bastante . É preciso acabar com os infiltrados .

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    • WARNER MUNHOZCAMPINAS - SP

      O Bolsonaro tem que se manter firme e não aceitar a pressão dessa FUNAI que só tem tirado terras produtivas de trabalhadores e entregando para vagabundos que pegam as terras e simplesmente não as cultivam porquê não gostam de trabalhar.

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  • Luiz de Santana Junior Aracaju - SE

    A esquerda insiste na demarcação de terras ditas indígenas, criando problemas e prejuízos para a nossa combalida nação, bastante lamentável.

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  • Othmar Heleno Rempel Cascavel - PR

    Procurador. Perfeito.

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