Fungicidas com ação multisítio tem se mostrado importante ferramenta para evitar resistência e reduzir prejuízos com a ferrugem asiática na soja

Publicado em 05/05/2015 13:27 e atualizado em 06/05/2015 09:14
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Fungicidas com ação multisítio tem se mostrado importante ferramenta para evitar resistência e reduzir prejuízos com a ferrugem asiática na soja
A resistência de fungos aos princípios ativos já existentes no mercado - como triazóis e estrobilurinas - vêm aumentando significativamente nas lavouras de soja em todo o país.

A dificuldade no controle de doenças como a ferrugem asiática pode causar grandes prejuízos aos produtores rurais. Carlos Alberto Forcelini, professor da Universidade de Passo Fundo, conta que uma das alternativas para potencializar a ação desses princípios ativos são os fungicidas protetores, ou de multissítio.

"Hoje na agricultura brasileira nós temos a realidade que alguns produtos que tinham eficácia superior a 80%, estão com um desempenho de 20% a 40% apenas", afirma Forcelini.

Segundo ele, aumentar o número de aplicações desses produtos que estão reduzindo o seu potencial de ação, agrava ainda mais o problema de resistência. Uma das soluções seria "inserir no programa de aplicações novos grupos químico", como por exemplo, as carboxamidas que foram introduzidas recentemente na agricultura brasileira.

Porém, Forcelini explica que os três princípios ativos atualmente utilizados no país são altamente "sensíveis a resistência" por agirem somente em uma enzima específica do fungo, por isso, mesmo no caso das carboximidas, a perda de eficiência pode acontecer de forma rápida.

Diante desse cenário, um novo produto no mercado, conhecido como fungicida protetor, pode ser a melhor alternativa para os produtores que não querem sofrer com grandes perdas nas lavouras de soja. "Ele tem a vantagem de ter baixo risco de resistência, então é uma introdução que ajuda no manejo e é uma solução mais duradoura", afirma Forcelini.

Diferente dos triazois, estrobilurinas e carboximidas, o fungicida protetor tem ação multissítio, ou seja, atual em diversas enzimas do fungo, garantindo sua melhor eficácia. No entanto, os protetores devem ser utilizados em conjunto com outros produtos, "essa é uma tecnologia que não vem para substituir os fungicidas específicos, eles continuam sendo usados, porém recebem o reforço do multissítio", explica Forcelini.
 
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Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Renan Braga Lubini Caibaté - RS

    Grande Professor (Renan Braga Lubini)... Excelente profissional e excelente pessoa... Um dos melhores na área.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      EU TENHO UMA PULGA ATRAS DA ORELHA--ALGUEM DESSE FORUM PODERIA ME ESCLARECER SE EXISTE ALGUM ORGAO QUE FISCALIZA A COMPOSIÇAO DOS PESTICIDAS? EU ACHO QUE PARA GANHAR MAIS DINHEIRO OS LABORATORIOS PODEM MUITO FACILMENTE DIMINUIR O COMPONENTE ATIVO E

      DEPOIS JOGAR A CULPA NO AUMENTO DA RESISTENCIA DAS PRAGAS.

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      Caro Meloni...quem fiscaliza é MAPA...logo se botarem polvilho com minhoca no lugar do principio ativo o que voce acha que acontece!!!! a manutenção da qualoidade é um dos problemas onde a atuação não tem seu efeito reconhecido,além dos problemas de aplicação e as suas variaveis...veja um exemplo... a soja na última safra no RGS foi quase 50% maior...todo o mundo diz que os problemas de ferrugem aumentaram!!!! claro que aumenta a safra anterior teve um SECA prolongada...e com 50% a mais na produção os problemas vão diminuir!!!! só para técnicos meia boca que não sabem olhar o conjunto...só a doença...

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