Controle da ferrugem na soja com eficiência abaixo de 85% já sinaliza prejuízo para o produtor. Fungicidas protetores ajudam a manter eficiência

Publicado em 12/01/2016 18:00 e atualizado em 14/01/2016 13:36
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A ação multisítio dos fungicidas protetores evita a resistência do fungo e melhora desempenho de produtos tradicionais

Entre os problemas que afetam a produção de soja no Brasil, a ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, têm causado enormes danos produtivos e econômicos nas regiões produtoras do país.

O controle químico da ferrugem teve início com a epidemia a partir da safra agrícola de 2002/03, período em que vários fungicidas foram utilizados, uns de curta e outros de longa duração, permanecendo em uso até hoje.

Com o passar dos anos tal situação de aplicação constante dos mesmos princípios ativos, vem resultando em falha no controle. Segundo o engenheiro agrônomo e consultor da OR Sementes, Erlei Melo Reis, nas últimas cinco safras o problema de resistência aos triazóis e estrubirulinas se intensificou, e hoje a baixa eficiência no controle traz grandes prejuízos aos agricultores.

"Nós temos dados atualizados para cada safra, que consideram o preço da soja, o custo com os fungicidas e principalmente o valor que é gasto com a rodagem do trator. Com o preço atual da soja em torno de R$ 80,00/sc, na média se não tivermos o controle ao redor de 85% o produtor não consegue pagar a conta dos custos totais da aplicação do fungicida, que lembrando, envolve o amassamento, combustível, a hora de trabalho do operador, mais o fungicida", alerta Reis.

Nesse sentido, os fungicidas protetores chegam ao mercado com objetivo de minimizar esse problema. Com sua ação multissítio de amplo espectro, o produto atua em vários sítios do fungo, dificultando assim a possibilidade de resistência ao principio ativo. "Todas as misturas vem perdendo eficiência ano a ano, na média o controle fica abaixo de 80%, então a sorte é  termos fungicidas protetores nessa luta anti-resistência", acrescenta o engenheiro.

Segundo ele, não há no mercado, no prazo de cinco anos, a possibilidade de inserção de novas moléculas para o controle da doença, por isso a importância de mecanismos que garantam a eficiência dos princípios já existentes.

O diferencial dos fungicidas protetores  é sua ação sem penetração na planta que possibilita a ação em pelo menos 6 metabolismo da célula do fungo.

Outro aspecto do produto, é a possibilidade de associação com outros fungicidas mais comumente utilizados, o que pode promover um ganho de produtividade, variando de acordo com o tipo da cultivar. Assim, Reis ressalta que os custos a mais com a aplicação podem ser compensados pelo ganho de produtividade.

"A recomendação que deveria ter sido feita a cinco anos atrás era de não aplicar as misturas de fungicidas penetrantes isoladamente, todas deveriam ser acompanhadas da adição do protetor, assim evitaríamos a resistência que vem se agravando safra a safra", concluí.

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Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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