Com clima irregular, produção de soja deve registrar quebra de até 15% em Erechim (RS)

Publicado em 03/02/2016 09:45 510 exibições
Produtores de Erechim (RS) sofreram com o excesso de chuvas no início do plantio e muitas áreas foram replantadas. Nesse momento, agricultores estão atentos com a ferrugem asiática nas plantações. Nesta safra, cerca de 30% da produção de soja foi negociada antecipadamente. No caso do milho, perda também deve ficar próxima de 15%. Preços subiram e saca do cereal é cotada até R$ 42,00.

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Com clima irregular, produção de soja deve registrar quebra de até 15% em Erechim (RS)

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O clima irregular na safra 2015/16 já faz os produtores da região de Erechim (RS) acreditarem uma queda de até 15% na produção de soja. O excesso de chuva prejudicou o desenvolvimento das plantas e dificultou os tratos culturais.

Segundo o presidente do sindicato rural, João Picolli, por conta da irregularidade no clima muitas áreas na região precisaram ser replantadas, trazendo custos adicionais com sementes, adubos, mão de obra e etc. Outra conseqüência do excesso de chuva foi a dificuldade na aplicação dos defensivos.

Agora começaram a aparecer os primeiros focos de ferrugem, mas Picolli afirma que o cenário ainda não é preocupante para a propagação da doença.

Paralelamente, os produtores aproveitaram os bons níveis de preço - proporcionado pelo dólar - para realizar a venda antecipada. Na região cerca de 30% da produção foi fixada em contratos futuros.

Mesmo com a redução na produtividade, há expectativa de que o preço vai compensar esse prejuízo, aumentando de 15% a 20% até março", explica Picolli.

Milho

A safra de verão também sofreu com as intempéries climáticas. Segundo projeção do sindicato rural a quebra deve variar entre 15% a 20% em relação perspectivas iniciais.

A falta de luminosidade afetou o enchimento do grão de milho, com isso é esperado um cereal com peso menor. "Então agora será preciso um número mais de espigas para completar uma saca de 60 quilo", explica Picolli.

Ainda assim o presidente afirma que a produção ficará próxima da colheita da safra passada, em torno de 6 milhões de tonelada, mesmo com a redução na área plantada.

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Por:
Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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