Soja reage em Chicago com chuvas nos EUA e produtores retraídos nas vendas à espera de primeiros resultados da colheita

Publicado em 16/09/2016 17:43 e atualizado em 17/09/2016 03:33
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Para Jack Scoville , alvo para retomada do movimento de vendas é com soja se aproximando de US$10,00/bushel e milho ao redor dos US$3,50 nos principais vencimentos em Chicago

FOLHA: Chuva inesperada na colheita nos Estados Unidos eleva preços dos grãos

Por MAURO ZAFALLON, na coluna VAIEVEM DAS COMMODITIES

Começou a chover em plena safra de soja e de milho nos Estados Unidos, um cenário inusitado para o Meio-Oeste. Tradicionalmente, o clima é seco neste período do ano na região.

O mercado futuro de Chicago já deu a resposta a essa mudança de clima. Os preços da soja e do milho subiram na Bolsa de Chicago, importante referência mundial para essas commodities.

Essa recuperação ocorre após um início de semana em baixa, quando os preços haviam refletido os números recordes da produção norte-americana.

Na sexta-feira da semana passada (9), a soja era negociada a US$ 9,80 por bushel de 27,2 quilos em Chicago.

Com a nova divulgação da safra pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o preço caiu e a oleaginosa foi negociada, na quinta-feira (15), a US$ 9,51. Nesta sexta (16), subiu para US$ 9,66.

A mais recente estimativa do Usda apontou para uma safra recorde de 114,3 milhões de toneladas de soja, ante 110,5 milhões previstas em agosto.

O milho também seguiu a mesma tendência, com uma elevação dos preços praticados nesta sexta-feira (16), em Chicago, para US$ 3,41 por bushel (25,4 quilos), acima dos US$ 3,30 de quinta-feira (15).

Daniele Siqueira, analista da AgRural, de Curitiba, diz que as chuvas são anormais neste período do ano, mas que elas não devem mudar muito os rumos da safra de grãos do Estados Unidos, principalmente no caso do milho, cuja colheita já está mais adiantada.

Para que haja uma queda significativa na produção nos EUA, precisaria ocorrer o que se verificou em algumas regiões do Brasil, onde o excesso de chuva derrubou a produtividade e, em alguns casos, até abortou a colheita.

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Fonte: NA + FOLHA

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