Semana positiva para soja em Chicago e cotações podem ficar acima dos US$ 10,50/bushel nos próximos dias
Nesta sexta-feira (3), o mercado da soja teve um dia neutro na Bolsa de Chicago (CBOT), com uma semana movimentada nos Estados Unidos, demonstrando um comportamento importante para a commodity.
De acordo com o analista Fernando Muraro Jr., o mercado sinaliza um movimento importante, uma vez que o mês de fevereiro fechou em alta em relação a janeiro e também esta semana fechou em alta em relação a anterior.
O movimento de destaque da semana ocorreu na terça de Carnaval, quando a soja chegou a subir 30 pontos, motivada por uma expectativa em relação ao discurso de Donald Trump no Congresso americano.
Com o aceno do governo Trump aos biocombustíveis, "pode ser que ocorram novas oportunidades, coisa que ele não havia feito durante a campanha", diz Muraro Jr.
No Brasil, chamou também a atenção o volume de exportações em fevereiro, de 3,5 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, o movimento de exportações também é forte - 52,5% das exportações previstas já foram realizadas.
As exportações brasileiras, por sua vez, tratam-se de um volume contratado anteriormente. O volume de contratos embarcados deve continuar em março e, a partir de abril, será possível observar os números de fato.
Para a próxima semana, o analista é otimista em relação às cotações - que, segundo ele, podem ficar entre US$10,55/bushel e US$10,60/bushel a partir de terça ou quarta-feira.
0 comentário
Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil