Soja barata atrai compradores e chuva na Argentina potencializa movimento de alta em Chicago

Chuvas na Argentina não devem interferir na produção de soja, porém, pode atrasar andamento da colheita e consequentemente, a disponibilidade do grão no mercado
Publicado em 05/04/2017 18:07
Confira a entrevista com Ana Luiza Lodi - Analista de Mercado - FCStone

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Ana Luiza Lodi - Analista de Mercado - FCStone

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Nesta quarta-feira (5), o mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) teve um dia positivo, com ganhos de 5 a 6 pontos nos principais vencimentos. De acordo com a analista de mercado Ana Luiza Lodi, da FC Stone, a soja mais barata atraiu os compradores, o que gerou uma movimentação positiva. Além disso, as chuvas na Argentina também causaram certo impacto - menos pelo temor de perdas e mais pelo atraso na entrada dessa safra.

O movimento, no entanto, ainda não é de reversão de tendência. A soja conta com uma oferta muito grande a nível mundial e, agora, os Estados Unidos darão início a uma nova safra com área plantada recorde. "Por mais que a demanda cresça, a oferta tem, realmente, um período de abundância", destaca Lodi.

No Brasil, é prevista uma safra excelente. Alguns estados ainda estão em plena colheita, mas as perspectivas são bastante favoráveis, configurando um recorde.

Com isso, os produtores brasileiros devem ter atenção na hora de realizar suas vendas. A safra americana, em breve, começará a dominar o mercado e o clima por lá é imprevisível, como aponta a analista. Do lado de cá, a comercialização brasileira, que está parada, pode ser pressionada pela entrada da safrinha no mercado.

A dica de Lodi para o produtor, neste momento, é que seja feito um acompanhamento do mercado para monitorar oportunidades de venda, comparar os custos e ir negociando aos poucos.

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