Com pouca influência do clima, mercado da soja em Chicago se movimentou com relatórios de embarque e esmagamento nos EUA

Publicado em 17/07/2017 17:14
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Clima continua sendo importante para definição da safra nos EUA . Qualquer número abaixo de 113 milhões de toneladas de soja pode dar fôlego para movimento consistente de alta em Chicago

Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, destaca que o dia do mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) foi de uma oscilação intensa, mas não muito alongada, fechando em campo negativo. Há muita volatilidade, em um mercado que é essencialmente climático.

As instabilidades climáticas são muito importantes para dar sustentação e, por isso, este é o principal fator a se ter atenção neste momento. Enquanto algumas regiões produtoras estão sofrendo com o estresse hídrico, na porção Oeste e Norte dos Estados Unidos, outras receberam chuvas na semana passada que aliviaram o problema.

Portanto, a volatilidade deve continuar pela frente. Motter destaca que esse é um ano que não possui um padrão climático previsto de forma mais segura. Os fundos voltaram a comprar. Eles apresentam uma devolução em torno de 5% a 5,5%, mas estão dispostos a entrar novamente comprados frente a novos problemas.

A sensibilidade dos preços frente ao clima pode ser menor a partir de agora. Com isso, apenas problemas mais sérios nas áreas produtivas poderão impactar diretamente.

O novo boletim de Acompanhamento de Safras também será importante para apontar um direcionamento, dado o estado das lavouras a ser divulgado neste momento.

Ele alerta o produtor brasileiro para estes momentos de volatilidade. Entretanto, "como em previsão climática nada é certo, a gente vai ter que ir monitorando", diz Motter.

O analista salienta ainda que o mercado está mais atrelado à questão climática do que a qualquer outro fator neste momento.

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Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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