Retração vendedora aliada a uma demanda forte na soja promovem reação dos preços em Chicago

Movimento de alta da soja em Chicago estaria limitado pela oferta que poderia aparecer com patamares mais favoráveis aos produtores
Publicado em 17/08/2017 18:04

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Nesta quinta-feira (17), o mercado da soja teve uma movimentação positiva na Bolsa de Chicago (CBOT). Embora não expressivas, as altas foram de 7 a 8 pontos nos principais vencimentos.

Este não é, entretanto, um movimento de reversão de tendência, como destaca Ênio Fernandes, consultor em agronegócio. Desde a produtividade inesperada divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no dia 10, o mercado apresentou quedas, mas andou de lado e agora recuperou, não apostando todas as fichas nas previsões divulgadas.

Fernandes salienta também a importância de as origens estarem cada vez mais informadas, de olho nas consultorias, saindo da ponta vendedora quando o mercado entra em queda. Do outro lado, os compradores procuram pelo produto.

Ele lembra que há, além de uma "fantástica oferta", uma enorme demanda em jogo. O mercado está sustentado e pode não ter disponibilidade da oferta imediata, justamente pelo movimento das origens de aproveitarem as altas e evitarem as baixas.

O clima ainda influencia nos números da CBOT, mas com menos intensidade do que há 15 dias. A safra norte-americana está bem encaminhada, mas ainda não está definida.

No Brasil, há o mercado da safra velha, que ainda não foi totalmente comercializada, mas os negócios para a safra nova recém começaram. Para quem possui safra velha na mão, principalmente no Rio Grande do Sul, onde a oferta é maior do que no restante do país, o consultor recomenda ficar atento às movimentações do dólar e do prêmio.

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