Soja:Demanda interna maior,consumo mundial crescente e uma oferta abaixo da temporada passada trazem boas perspectivas para 2018

A terça-feira (28) foi um dia de pressão negativa para a Bolsa de Chicago (CBOT), mas estas quedas foram pouco significativas, sem alterar os preços praticados nos últimos dias.
Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, avalia que a soja norte-americana está praticamente toda colhida, o que faz com que a CBOT assuma uma postura mais técnica e financeira do que voltada a outros fatores.
A safra da América do Sul também entra em questão, mas o mercado parece estar à espera de novidades concretas sobre o clima, como a confirmação da ocorrência de um La Niña. O maior fator que traz indícios de um impacto neste momento é o clima.
O mês de dezembro também deve ser de negociações norte-americanas congeladas em função do inverno, desacelerando o mercado até a segunda quinzena da janeiro. Os chineses, sabendo desta movimentação, não devem atuar forte nas compras.
Em viagens pelo Brasil, Brandalizze constata que a soja brasileira pode ter uma área maior do que a do ano passado, o que elevaria a produção estimada para 110 a 112 milhões de toneladas. Ele estima também uma melhora na demanda interna com o aumento do percentual utilizado de biocombustível em março, que sobe para 10%, demandando 4 milhões de toneladas de soja a mais.
O mercado nos portos gira em torno de R$76 a R$76,50, longe dos melhores níveis atingindo. Até que haja um repique de janeiro para a frente, Brandalizze diz não acreditar em grandes mudanças.
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