Vendas americanas de soja perdem espaço para produto brasileiro e geram expectativas de estoques maiores nos EUA

Para analista da FCStone, o mercado em Chicago, ao perceber que tem mais soja americana em estoque, pode pressionar negativamente as cotações. Produtores devem ficar atentos
Publicado em 30/11/2017 16:54
Confira a entrevista com Glauco Monte - Consultor de Grãos INTL FCStone

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Nesta quinta-feira (30), a soja teve um dia negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), com os primeiros vencimentos se distanciando dos patamares de US$10/bushel.

O consultor de grãos Glauco Monte, da INTL FCStone, destaca que o mercado vinha se sustentando nas condições climáticas da América do Sul. Agora, com as chuvas ocorridas e previstas para o Brasil e a Argentina, essa pressão vem saindo do mercado neste momento.

O Brasil também se manteve competitivo nas exportações de soja frente aos Estados Unidos, mesmo em um período no qual não é comum que haja vendas de soja brasileira. Com isso, as cotações de Chicago também ficam mais fragilizadas, embora este movimento seja positivo para o comprador final.

A demanda, por sua vez, segue forte. As projeções de importações por parte da China são maiores do que nos últimos ciclos, frente a uma grande oferta mundial.

Contudo, o jogo ainda não está ganho: a possível confirmação de um La Niña pode trazer novas preocupações para os rendimentos tanto no Brasil quanto na Argentina.

Monte aconselha os produtores a ficarem de olho no final do ano para comercializar a soja disponível, principalmente com as volatilidades no câmbio e a possibilidade de uma CBOT estável. Para a safra nova, ainda há um tempo maior pela frente, no qual o produtor terá de ter maior atenção para as condições e as margens.

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