Chuvas beneficiam lavouras de soja em Canarana (MT) e apenas 30% da safra foi negociada antecipadamente
Assim como em muitas regiões em Mato Grosso, a falta de chuvas atrasou o plantio da soja da safra 2017/18 em Canarana. Apesar da dificuldade inicial, os produtores finalizaram os trabalhos nos campos e, até o momento, as chuvas, ainda localizadas, têm beneficiado o desenvolvimento das lavouras.
Segundo o presidente do sindicato rural do município, Arlindo Cancian, a preocupação é com a concentração do plantio. "Consequentemente, teremos uma concentração da colheita e o que nos preocupa é a possibilidade de chuvas", reforça.
Em relação à sanidade das lavouras, a liderança destaca que alguns produtores já realizam aplicações para o controle das lagartas. "Mas é uma situação dentro da normalidade e os custos já estavam contabilizados por grande parte dos produtores", afirma.
Para essa temporada, a perspectiva é positiva para a produtividade das lavouras de soja. No ciclo 2017/18, os produtores precisam colher acima de 60 sacas de soja por hectare, para cobrir os custos que estão próximos de 52 sacas de grão por hectare, conforme ressalta Cancian. O rendimento médio é de 55 sacas de soja por hectare na região.
Comercialização
Diante dos custos mais altos e preços em patamares mais baixos, os produtores seguem cautelosos na comercialização. Até o momento, pouco mais de 30% da safra foi negociada antecipadamente na região, índice abaixo do registrado nos anos anteriores.
"Os agricultores estão esperando preços ao redor de R$ 60,00 a saca para retornar aos negócios. Porém, ainda é preciso acompanhar o clima no Sul do Brasil e na Argentina, com a configuração do La Niña e também o comportamento do dólar", pondera o presidente do sindicato.
Milho safrinha
O atraso no plantio da soja também comprometeu a janela ideal de cultivo do milho safrinha em Canarana. "E a perspectiva é que os produtores não irão arriscar na safrinha e plantar após o período ideal, isso porque os custos estão elevados. Podemos ter até mesmo uma redução na área cultivada", explica a liderança.
No caso do milho, a rentabilidade também continua sendo uma preocupação dos agricultores. Poucos contratos antecipados foram ofertados pelas empresas e com valores abaixo do esperado pelo produtor, de R$ 20,00 a saca do cereal. Os preços ficaram entre R$ 17,00 a R$ 18,00 a saca.
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