Soja tem dia de poucos negócios em Chicago e com operadores promovendo uma leve recuperação nos preços

Nesta sexta-feira (22), a Bolsa de Chicago (CBOT) teve um dia de mercado mais curto que trouxe negócios positivos para a soja, mas nada que indique uma reversão de tendência até o momento.
O analista de mercado Miguel Biegai, da OTCEx Group, em Genebra (Suíça), lembra que o dia de hoje foi de poucos negócios, já que muitos operadores não foram trabalhar. O dia, portanto, foi de ajuste técnico frente a várias quedas acumuladas.
Segundo ele, as compras por parte dos operadores já indicam que as cotações caíram bastante. O contrato março/18 perdeu o patamar de US$9,70/bushel e agora tem um novo suporte, US$9,50/bushel, que vem sendo encaminhado com força. Nessa região, "a soja já fica com preços interessantes para o comprador", destaca.
A próxima semana também deve ser de poucas negociações, sem alta ou queda expressiva no mercado. Contudo, janeiro tem indícios de poucas chuvas para o Mato Grosso e para a Argentina, que podem influenciar nas movimentações do mercado climático caso se confirmem.
O dólar encerrou hoje a R$3,33, o que compensa a queda em reais. Entretanto, os produtores estão afastados dos negócios neste final do ano desde o último dia 20, principalmente em função das questões tributárias.
Para Biegai, os produtores devem esperar um pouco para realizar vendas por agora. Chicago ainda deve ter força para se recuperar e a demanda deve continuar aquecida. Neste momento, apesar das quedas, o mercado ainda é lateralizado.
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