Soja: preço poderia ter até R$ 10,00/saca a mais com prêmio por teor de proteína

Alexandre Gazolla Neto, professor da área de Ciências Agrárias da URI, realizou um estudo a partir da análise de mais de 500 variáveis que identificou os principais pontos que influenciam para que a soja tenha um maior teor de proteína.
Gazolla Neto aponta que este estudo veio após uma observação de uma grande variedade a nível de Brasil no que diz respeito ao teor de proteína por regiões. Os resultados mostraram que fatores como a luminosidade, o manejo e o estabelecimento do solo são determinantes. Dentro de um mesmo campo, no qual uma área recebe este tratamento e a outra não, a diferença pode ser de 2%.
O aumento da produtividade e o investimento em sementes de ciclo mais curto, por sua vez, são dois fatores que influenciam negativamente na formação de proteína da soja. Contudo, o professor acredita que o Brasil "não comporta mais" variedades mais longas e que o trabalho deve ser feito na direção de manejar corretamente as cultivares de ciclo mais curto de forma que elas produzam mais proteína.
Atualmente, o maior teor de proteína do Brasil se encontra nas regiões Centro-Oeste e Matopiba. Entretanto, ele visualiza que a pesquisa pode abrir caminhos para um futuro no qual a oleaginosa pode receber prêmios por este teor, caso seja feito um trabalho grande no mercado em relação a esse tema, com produtores buscando trabalhar dentro deste objetivo.
Ele lembra o exemplo da soja convencional, que já possui seu preço segregado, e acredita que o prêmio com a proteína pode ser de até R$10 por saca.
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