Clima seco na Argentina e desvalorização do dólar contra outras moedas continuam influenciando preços da soja em Chicago

Mas apesar das altas na bolsa, queda do dólar deixou soja brasileira menos competitiva
Publicado em 25/01/2018 15:51

LOGO nalogo

O mercado da soja tem mais uma sessão de alta nesta quinta-feira (25) na Bolsa de Chicago (CBOT), a nona sessão seguida. O patamar de US$10/bushel já é referência nos novos contratos.

Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, acredita que este é um novo patamar de preços consolidado para a soja. Contudo, o mercado não está tendo sobressaltos e isso significa que os fundos estão comprando de forma comedida. Junto a isso, atuam outras duas variáveis: a seca na Argentina e o enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas.

O foco no clima do Brasil deve continuar, embora não encontre um espaço relevante neste momento ao lado desses dois fundamentos. Na Argentina, especificamente, a atenção deve ser dada para as lavouras que foram plantadas e para o andamento destes cultivos.

Como a Argentina é uma grande exportadora mundial de farelo de soja, o Brasil e os Estados Unidos também poderão ter um aumento de demanda caso perdas sejam confirmadas nas lavouras do país.

Motter aposta que a soja deve continuar trabalhando por volta dos US$10/bushel, com o mercado estando aberto a novas altas pela frente ou, então, novas quedas, caso haja alguma ameaça de chuvas na Argentina.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário