Plantio da soja chega a 80% no Sudoeste de Goiás e negócios futuros permanecem travados

Publicado em 31/10/2018 12:10 e atualizado em 31/10/2018 16:04
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No estado, plantio da soja se aproxima de 50% e a perspectiva é de um incremento de 3% na área nesta temporada. Com atraso na entrega dos insumos, alguns produtores farão adubação a lanço, após a semeadura. Cerca de 25% da produção da região foi negociada antecipadamente. Saca futura é cotada a R$ 65,00, mas empresas seguem fora do mercado.
José Roberto Brucceli - Diretor do Sindicato Rural de Rio Verde - GO

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Entrevista com José Roberto Brucceli sobre o Acompanhamento de Safra da Soja

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Até o momento, os produtores rurais do Sudoeste de Goiás já semearam 80% da área estimada para essa temporada com a soja. Em todo o estado, o cultivo está completo em 50% da área, que deve registrar um incremento de 3% neste ciclo, conforme os dados oficiais.

O diretor do Sindicato Rural de Rio Verde, José Roberto Brucceli, explica que, o regime de chuvas está normal na região e que não foram registrados veranicos desde o início da semeadura da oleaginosa. "No meu caso, tivemos o melhor ano de plantio de soja. As lavouras estão bonitas e as plantas bem nascidas", reforça.

Apesar do cenário mais tranquilo nessa temporada, a liderança ainda reforça que muitos produtores realizaram o cultivo do grão sem a entrega dos fertilizantes. "E na nossa região, fazemos a adubação a lanço antes do plantio, porém, neste ciclo, a adubação foi feita depois da semeadura, como paliativo", afirma Brucceli.

Comercialização

As vendas futuras da soja também permanecem travadas na localidade, desde a greve dos caminhoneiros. Cerca de 25% da produção do Sudoeste de Goiás foi travada antecipadamente, volume bem abaixo do registrado em anos anteriores, de 50%.

"Tivemos oportunidade de negócios a R$ 75,00 a saca futura, mas com a recente queda do dólar, os valores baixaram para R$ 65,00 a saca. E a maioria dos produtores adquiriu os insumos com o câmbio acima de R$ 4,10. Temos um custo próximo de R$ 3.500,00 por hectare e o produtor está apreensivo com essa situação", destaca o diretor do sindicato.

 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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