Soja brasileira com boas perspectivas para 2019, mesmo se confirmado acordo entre China e EUA

Publicado em 07/11/2018 18:19 e atualizado em 07/11/2018 19:18
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Acordo poderia pressionar prêmios no Brasil, mas elevaria preços na Bolsa de Chicago. Além disso, demanda interna por óleo e bom posicionamento do farelo no mercado internacional ajudariam a enxugar oferta
Carlos Cogo - Analista da Consultoria Agroeconômica

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Entrevista com Carlos Cogo - Analista da Consultoria Agroeconômica sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Nesta quinta-feira (07), o mercado da soja caminha com mais uma sessão negativa na Bolsa de Chicago (CBOT), recuando mais de 5 pontos nos principais vencimentos. Os ajustes ainda devem ser feitos, mas o compasso é de espera pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de amanhã.

Carlos Cogo, analista de mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, destaca que, pelas avaliações, este movimento pouco tem a ver com a votação nos Estados Unidos. Donald Trump manteve maioria no Senado e perdeu maioria na Câmara. Os democratas, entretanto, não devem impor grandes mudanças na agenda comercial do Governo.

O pregão de hoje, assim, tem muito mais expectativa de o relatório do USDA ser baixista nos números de exportação de soja dos Estados Unidos, o que elevaria os estoques pelo país.

A China cancelou várias cargas dos norte-americanos. Ao olhar as exportações brasileiras e ver o número de exportação de 2018, ficou claro que o Brasil substituiu os Estados Unidos nas vendas de soja e nas vendas de farelo, o que impacta negativamente em Chicago.

Mesmo com a colheita, o produtor norte-americano não deve ter interesse em vender o seu produto. Cogo avalia que estes podem preferir estocar e esperar alguma notícia mais favorável a nível comercial.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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