Safra de soja está se desenvolvendo muito bem no Paraná. Temor é a ferrugem

Publicado em 22/11/2018 11:42 e atualizado em 24/11/2018 19:40
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Consultor Áureo Lantmann mostra as vagens se formando, prometendo uma ótima produtividade.

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Safra de soja está se desenvolvendo muito bem no Paraná. Temor é a ferrugem

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O estado do Paraná já está com cerca de 60 dias de plantio da soja e as características apresentadas pelas plantas estão dentro do esperado para um bom desenvolvimento da lavoura. O consultor Áureo Lantmann percorreu o trajeto entre as cidades de Londrina e Campo Mourão e aprovou o desenvolvimento das plantações até aqui.

“Ainda não identificamos nenhuma lavoura comprometida por falta de água, pragas, ferrugem ou qualquer outro evento que pudesse prejudicar. De forma geral elas estão em um aspecto muito bom. Nas amostras que analisamos vimos que não faltaram nenhum dos nutrientes importantes, principalmente o boro que é um dos principais elementos para o desenvolvimento da planta”, explica Lantmann.

Outro aspecto apontado pelo consultor como bom indicador da qualidade da lavoura plantada até o momento é a presença de moscas nas plantas. “A lavoura de soja está apresentando um bom desenvolvimento, todos os aspectos importantes para uma boa safra. Nós podemos ver inclusive a presença de moscas caseiras, o que indica que o inseticida utilizado aqui foi seletivo, e não um de amplo espectro”.

Mesmo com tudo indo bem até o momento, o produtor rural não pode se descuidar dos riscos da ferrugem, que neste ano chegou mais cedo e já foi identificada em algumas lavouras pelo país. “O produtor deve monitorar diariamente essa situação para saber o ponto mais próximo de sua lavoura em que foi registrado a ferrugem, a direção do vento e, se for o caso, praticar a primeira aplicação preventiva. É preciso entrar na lavoura, olhar a planta de perto e arrancar algumas mudas para analisar”, diz Áureo Lantmann.

 

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Por: João Batista Olivi e Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

    É compreensível que muitos produtores fiquem desconfiados a respeito das notícias alarmantes sobre a ferrugem da soja. Muitos acham que este clima de terror é mais uma jogada para vender fungicida. Lógico que isso existe. O custo com fungicidas é alto, quase igual ao de semente. Fica a impressão de que estamos revivendo aquela estória do menino que gritava " lobo". Uma hora o lobo apareceu mesmo e foi uma tragédia. A ferrugem é uma doença muito perigosa. Depois de instalada na lavoura é quase impossível controlar. A prevenção é a melhor estratégia, sem dúvida. O sistema de coleta de esporos, desenvolvido no Brasil há mais de 15 anos pelo querido mestre dr. Seiji Igarashi, é um bom parâmetro para se tomar a decisão de efetuar a aplicação. Por que aplicar se não existe o inóculo no ar? quem vai tomar remédio se não está doente? quem faz a coleta de esporos no Paraná é a Emater. São dezenas de captores espalhados pelo Estado. O que chama a atenção - é é motivo de preocupação - é que nesta safra, os primeiros esporos e as primeiras lavouras detectadas com ferrugem foram diagnosticadas 40 dias antes do que em 2017. Ano passado, o primeiro foco foi achado em 20/12. Este ano foi em 10/11. Mesmo com a safra plantada mais cedo, serão necessárias pelo menos 3 aplicações. Se o tempo em dezembro for favorável à doença, pode-se preparar uma quarta aplicação. Sinto muito em dizer, mas se você plantou mais tarde, vai gastar muito com fungicidas. Acreditem na coleta de esporos. A doença está no ar bem mais cedo este ano, e se tiver a condição favorável ela irá tentar se instalar na sua lavoura. Não arrisque perder a safra. Todos nós já vimos lavouras derreterem com ferrugem em uma semana. E usem fungicida bom, usem água suficiente, um bom adjuvante. Durmam tranquilos. Não arrisquem perder tudo por causa de R$ 200,00 por alqueire.

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    • VINICIUS CAETANO MARTINCURITIBA - PR

      O fato da ferrugem estar tomando conta das lavouras de soja passa também pela ganancia de todos os agricultores que não fazem barreiras de proteção (contornos vegetados), pelo uso de variedades mais produtivas mas menos resistentes, pelo não uso de novas tecnologias como a rochagem e diminuição de insumos, e por comprarem os pacotes tecnologicos apenas considerando os custos e a lucratividade. Tenha em sua area uma lavoura piloto com uso de tecnologias próprias, seja um experimentador, os pacotes tecnologicos são caros e massivos, nem sempre se aplicam em sua area. É uma critica onstrutiva eu espero, não me entendam mal.

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Senhores... estão fazendo um monte de confusão e drama...e por que?...1) Tivemos uma concentração grande no plantio...2) estamos tendo umidade alta...que junto com temperatura são condições especias a doenças fúngicas.. 3) ora tivemos 15 focos no Paraná???? Estes 15 focos representam quantos por cento da área plantada??? provavelmente nada... então, mais realidade e menos fantasia... menos fofoca e mais pés no chão..

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    • VINICIUS CAETANO MARTINCURITIBA - PR

      É mesmo....pensando bem é só uma "marolinha".....deixa pra lá......retiro o que disse.

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