Aprosoja MT garante que estado não tem caso de ferrugem detectado até o momento e explica que focos em guaxas foram eliminados

Publicado em 30/11/2018 12:57 e atualizado em 01/12/2018 19:50
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Mas diretor técnico da entidade alerta que , apesar de não haver registro da doença em lavouras comerciais até o momento, produtor não pode baixar a guarda
Wanderlei Dias Guerra - Diretor Técnico da Aprosoja MT

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Entrevista com Wanderlei Dias Guerra - Diretor Técnico da Aprosoja MT sobre a ferrugem na Soja

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Uma notícia recém divulgada por um site de notícias de abrangência nacional apontava que um engenheiro agrônomor teria identificado um foco de ferrugem em uma lavoura comercial em Sorriso (MT). Contudo, a história não é bem essa, como explica Wanderlei Dias Guerra, diretor técnico da Aprosoja MT.

A notícia seria "requentada" de uma divulgação de 23 de julho da própria Aprosoja, quando foram identificados pontos de ferrugem em soja guaxa em 16 municípios - no entanto, essa ocorrência se deu na entressafra e, segundo Guerra, é um levantamento feito para alertar os produtores para que a ferrugem não chegue na lavoura.

Guerra destacou que foi orientado ao site responsável para que corrigisse a informação e ainda salientou que uma notícia como essa pode acabar servindo como interesse de quem quer vender produto, o que acaba onerando o produtor rural.

Embora a ferrugem ainda não tenha chegado de fato ao Mato Grosso, o diretor técnico diz que os produtores têm de ficar atentos, sem abaixar a guarda quanto a essa questão.

Em caso de dúvida, os produtores devem procurar sempre o engenheiro agrônomo responsável por sua lavoura ou entidades como a Aprosoja e o Consórcio Antiferrugem da Embrapa.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • LETICIA ENTRE IJUÍS - RS

    Acredito que não tem porquê fazer terrorismo por causa da ferrugem, ... o que muitas empresas fazem é isso, ATORMENTAM o produto, utilizando de vários recursos para que se crie uma onda de medo e para que ele compre de uma vez o fungicida. No entanto, uma coisa é certa: A ferrugem vai estar presente, ela causa SIM PREJUÍZOS! É uma doença que deve ser levada a sério! Ou seja, tendo ou não tendo registro de foco do fungo deve-se entrar de modo preventivo na lavoura, independente do que a empresa X, Y ou Z diga!

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  • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

    A ferrugem é real e causa muitos prejuízos. Isso é fato. Outro fato é que existe muitas pessoas interessadas em criar um clima de medo para alavancar as vendas de fungicidas, e usam de todos os "meios" para disseminar este medo. Muita gente ganha dinheiro com isso. O velho jabaculê, conhecido das rádios.

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Senhores...que o produtor tem que estar atento...monitorar sua lavoura..para não ser pego de calça curta tudo bem.. Mas o excesso de barulho fica claro..qualquer um sabe...fungo adora calor e umidade..e esta condição esta presente. ..deveriam explicar que 18 casos de ferrugem que existem representam que área ou numero de propriedades no pais..garanto que vai dar 0,00000001%.. Parece igual alguns analistas quando o USDA divulga números.. Tem casos que os números apresentados são levemente maiores ou menores mas que no volume não representa nada...mas para enrolar os caras dão uma dimensão só de Balela..

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    • LAURICIO RIBEIRO DE MORAESRIO VERDE - GO

      Srs. A discussão do assunto ferrugem asiática vai muito alem. Para se ter 25 casos relatados imaginem os que não estão! A virulência desta doença é assustadora e devemos sempre estar atentos. O fungo consegue completar seu ciclo entre 7 e 10 dias e dada as condições relatadas a taxa de progresso se torna incontrolável. Podemos considerar que este ano teremos recorde nos casos registrados, visto que para cada caso registrado temos no mínimo 30 que não são.

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    • CESAR SCHMITTLONDRINA - PR

      Enquanto isso a antracnose e mancha-alvo vão comendo pelas beiradas.......

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Caro Lauricio e Cesar...tudo que e medido pode ser gerenciado.. Então vamos que você tenha razão no seu chute de 1 para 30 não identificados..identificaram 20...quer dizer então 600..pois 600 representa quanto do total..e ao meu ver continua 0,000099...então menos nhenhenhe e mais números para ser gerenciados..

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    • LAURICIO RIBEIRO DE MORAESRIO VERDE - GO

      Caro colega, vamos aos números então... A FAS tem ciclo de 7 a 10 dias em média. Quando o produtor ou fundação/pesquisa identifica as uredias do fungo significa que ele já completou o ciclo 3 vezes em sua lavoura... Considerando que cada ureia ejeta entre 2M a 5M uredosposros, consegue fazer a conta? O estado do PR é bastante prejudicado pela proximidade com o PY que não tem controle rígido e legislação, logo poderemos infelizmente ter uma epidemia. A FAS tem índices de severidade alarmantes desde a identificação na área. Taxa se progresso altíssima e fungo que pode sofrer mutações. Tudo isso conjugado com a incredulidade de alguns produtores, baixa eficácia dos fungicidas, condições climáticas favoráveis. Problemas à vista.

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Caro Lauricio...que números de propriedades contaminadas você apresentou... Ora entender do fungo é uma parte do problema..agora nada tem a ver com a intensidade do problema nas lavouras... Esta sim e importante e você nada apresentou...

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    • RAFAEL ANTONIO TAUFFERPASSO FUNDO - RS

      Aqui no Rio Grande do Sul estamos acostumados com a ferrugem. Minha opinião: entrar na hora certa, com um bom fungicida e uma mistura de algum multissitio. Mas, repito, o mais importante é entrar na hora certa, não entre atrasado ... é melhor entrar cedo ,porque depois que a soja fechar as linhas não controla direito no baixeiro.

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