Falta de chuvas no Mato Grosso do Sul preocupam produtores de soja

Publicado em 11/12/2018 14:39 e atualizado em 11/12/2018 16:09
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Dos 60 mil hectares plantados na região de Nova Andradina cerca de 30% estão com problemas de desenvolvimento; região também apresenta aumento no custo de produção de R$ 300,00 por hectare em comparação ao ano passado.
Henrique de Faria Santos - Produtor Rural e Engenheiro Agrônomo

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Entrevista com Henrique de Faria Santos sobre o Acompanhamento de Safra da Soja

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O estado do Mato Grosso do Sul está já há algum tempo sem receber grandes quantidades de chuvas, e com as previsões climáticas apontando que o cenário não deve mudar nos próximos dias, os produtores rurais da região começam a se preocupar com o desenvolvimento de suas lavoras.

“A cultura da soja aqui em nossa região já foi toda implantada e até a semana passada o desenvolvimento era satisfatório. Agora essa semana foi agravado o problema da estiagem prolongada e as altas temperaturas. Pelo o que acompanhamos a tendência é a chuva retornar somente em 10 dias e isso para nós é um alarmante muito grande e as primeiras sojas plantadas com certeza terão alguma perda, uma área em torno de 30% do total de 60 mil hectares”, diz Henrique de Faria Santos, engenheiro agrônomo e produtor rural de Nova Andradina (MS).

Com as estimativas apontando que cerca de 15% da atual safra deva ser perdida devido à falta de chuvas, os produtores fazem contas apertadas para os possíveis ganhos com a venda da lavoura, que registrou 20% de aumento no custo de produção, um valor R$ 300,00 mais caro do que a safra 2017/18.

“O ano passado nós fechamos com uma produtividade média entorno de 53/54 sacas. Esse ano o produtor investiu mais para aumentar, mas devido a essa seca a tendência já é ficar na mesma ou até mesmo diminuir. Nós fechamos com o ano passado com custo em torno de R$ 1.600,00 e nesse ano estamos em torno de R$ 2.100,00. Então a tendência é muitos produtores não conseguirem fechar a sua conta”, afirma Santos.

Apesar do cenário desfavorável, a orientação que chega aos produtores é continuar fazendo a sua parte para garantir o máximo de produtividade possível pensando em uma maior venda, uma vez que apenas 25% dos produtores locais já conseguiram travar suas vendas. “A nossa orientação é que o produtor não abandone a sua lavoura e continue fazendo os tratos culturais nos melhores horários possíveis e também continue a aplicação de herbicidas, fungicidas e inseticidas. Ele deve ficar atento a negócios pontuais que possam trazer alguma alta na bolsa ou no prêmio da bolsa para tentar travar algum valor. É importante não abandonar a lavoura porque nós sabemos que uma hora a chuva vem”, comenta o produtor.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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