Relações comerciais indefinidas entre China e EUA e expectativa de melhora do clima no Brasil pressionam soja em Chicago

Safra brasileira acima de 115 milhões de toneladas não muda atual cenário de oferta elevada do grão, principalmente com demanda mais fraca da China
Publicado em 15/01/2019 16:55
Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais

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Entrevista com Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Nesta terça-feira (15), o mercado da soja teve mais um dia negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), que iniciou a semana no vermelho.

Camilo Motter, analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, destaca que há uma indefinição quanto à possibilidade de os Estados Unidos derrubarem a tarifação de 25% sobre a soja chinesa.

Além disso, os números estimados para a soja brasileira também trazem diversos impactos no mercado. Consultorias privadas falam em um volume total de 115 a 117 milhões de toneladas.

Novos casos de peste suína africana também são identificados na China. A demanda, assim, tende a ser mais acomodada. Com os serviços norte-americanos paralisados, não é possível ter uma noção dos números de estoques dos Estados Unidos, bem como das compras chinesas.

No Brasil, além dos preços caindo em Chicago, também influencia a questão do dólar, que teve uma forte queda desde o início do ano e o componente frete, que ainda não está solucionado.

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