Prêmios da soja despencam no Brasil com entrada da safra e sem demanda chinesa

Publicado em 17/01/2019 18:10 e atualizado em 17/01/2019 19:31
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Na comparação anual, prêmios recuaram de 78 pontos no início do ano passado para os atuais 22 pontos
Carlos Cogo - Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio

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Fechamento de Mercado da Soja COM Carlos Cogo - Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio

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Nesta quinta-feira (17), após várias sessões seguidas de queda, o mercado da soja voltou a trabalhar em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com elevações de dois dígitos nos principais vencimentos.

Carlos Cogo, analista de mercado da Cogo Inteligência em Agronegócio, destaca que a única notícia que influencia o mercado é o clima negativo na América do Sul. Há relatos de perdas, principalmente no Brasil, o que dá algum suporte aos preços futuros que ficaram acima dos US$9/bushel.

O Governo norte-americano já está em seu 27º dia de paralisação parcial - a mais longa da história. Desta forma, o mercado não tem acesso a relatórios, números diários de vendas, relatórios mensais de oferta e demanda, ficando preso a olhar a questão climática no Brasil, que é o único dado disponível.

Entretanto, a quebra, até o presente momento, não é expressiva, sendo também bastante localizada. São três os pontos com muitos problemas: Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e sul do Rio Grande do Sul. Há chances ainda de uma estiagem mais prolongada para as regiões produtoras do Matopiba, principalmente Piauí e Bahia.

Mesmo que essas quebras sejam preliminares, o Brasil irá exportar 10 milhões de toneladas a menos . Quando a China voltar a comprar com força no mercado, os prêmios devem voltar a subir. Além disso, os asiáticos podem ter necessidade de compras no mercado norte-americano.

 

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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