Soja: Direção do mercado está nas mãos da China neste momento, diz analista
Podcast
Entrevista com Steve Cachia - Dir. Cerealpar (Brasil) Cons. Kordin Grain Terminal (Malta) sobre o MERCADO DA SOJA
Download

O Notícias Agrícolas começou a manhã desta terça-feira (05) conversando com Steve Cachia, Diretor da Cerealpar (Brasil) e Consultor do Kordin Grain Terminal (Malta), a respeito de informações importantes para o produtor de grãos. Os negócios estão travados e lentos, de forma que uma série de fatores ainda precisa ser confirmada.
As cotações dos grãos caminham de lado na Bolsa de Chicago (CBOT). Com isso, o impacto no Brasil também fica meio limitado.
A quebra de safra já é um fator conhecido na América do Sul e ela não se restringe apenas ao Brasil: o Paraguai, por conta do calor e a Argentina, por conta do excesso de chuvas, devem acumular perdas.
Entretanto, o comércio fluiu de forma atípica para o mercado de soja nos últimos doze meses devido à guerra comercial entre Estados Unidos e China. A América do Sul produz um volume consideravelmente maior, mas o mercado internacional reflete o que ocorre nos Estados Unidos.
Enquanto as negociações entre os asiáticos e os norte-americanos não saem, mesmo com as perdas de safra, o mercado tende a refletir este primeiro fator.
Nesta sexta-feira (8) serão divulgados os primeiros números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) após a abertura dos órgãos do governo norte-americanos, que estavam paralisados há mais de trinta dias. Neste caso, o USDA também deve trazer sua primeira perspectiva sobre a redução na América do Sul, bem como as exportações e os estoques norte-americanos.
1 comentário
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil
StoneX vê safra de soja 26/27 do Brasil em 183,36 mi t e menor exportação de milho em 25/26
Entrada da nova safra americana no mercado traz pressão sazonal sobre a soja de Chicago, mas clima do BR permanece no radar
Soja recua em Chicago nesta 5ª feira com China ainda limitando demanda dos EUA
geraldo emanuel prizon Coromandel - MG
Mercado está na mão da china compradora.... Discordo totalmente do analista nesse ponto... Penso que o mercado nunca esteve tão favorável aos preços e ao produtor como agora. Nunca houve na história perdas tão severas nas mais diversas culturas. E, ninguém para de comer ou se adapta a uma outra realidade da noite para o dia. Se o produtor rural, segurar as vendas por um certo espaço de tempo (que não precisa ser muito), os preços reagirão de forma muito contundente, pois faltará soja para o abastecimento mundial. É o que penso...