Mesmo sem a concorrência da soja americana, prêmios no Brasil não emplacam e preços se sustentam apenas com variação cambial

Publicado em 07/05/2019 16:27 e atualizado em 08/05/2019 19:37
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Consultor não vê grandes possibilidades de mudanças para os prêmios da soja que seguem oscilando entre 30 e 60 pontos desde o início do ano
Marcelo Andrade Buarque de Gusmão - Diretor da Consultoria Brasilagro

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Entrevista com Marcelo Andrade Buarque de Gusmão - Diretor da Consultoria Brasilagro sobre o Mercado de Opções

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Neste mesmo momento do ano passado, o Brasil contava com prêmios para a soja que chegavam até a 300 pontos. Agora, os prêmios estão, no máximo, entre 30 a 60 pontos, mesmo em um cenário semelhante: condição de demanda favorável para a soja btrasileira em função da restrição de compra da soja norte-americana por parte dos asiáticos.

Marcelo Andrade Buarque de Gusmão, diretor da consultoria Brasilagro, ressalta que a diferença é um problema de demanda, já que é difícil quantificar quanto irá influenciar o fator da peste suína na China, que vem causando a mortalidade de planteis.

Assim, o mercado esfria e, por consequência, se torna menos demandado. A importação de carne suína da China advinda de outros países é algo que ainda deve demorar mais um pouco, de forma que essa demanda não seria canalizada para outros destinos. Com isso, Gusmão acredita que os prêmios devem continuar nesses níveis, tendendo a piorar.

A sustentação do preço da soja brasileira, hoje, fica nas mãos do dólar e de outros fatores que possam influenciar nos prêmios. O diretor salienta o fato de que 82% da exportação do Brasil passou a ser concentrada na China, descartando outros mercados que foram considerados secundários.

Ele ainda comenta que a Argentina não é um concorrente direto por ser tradicional exportador de farelo.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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