Vendas acima do esperado estimulam correção dos preços da soja em Chicago, mas continuidade das altas depende de novos negócios

Publicado em 19/09/2019 16:58 e atualizado em 19/09/2019 18:19
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Nas duas semanas de negociações da nova temporada, EUA negociaram apenas 10 milhões de toneladas de soja, volume 55% menor que no ano passado
Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest

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Fechamento de Mercado da Soja - Entrevista com Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest

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Após 3 fechamentos em queda, o mercado da soja encerrou esta quinta-feira (19) com leves altas, de 4,25 pontos para novembro/19 e 3 pontos para março/20. Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest, explicou que essa alta vem após o USDA trazer números de vendas semanais acima do que o mercado esperava. Os números divulgados pelo departamento foram de 1,728 milhão de tonelada, acima das expectativas do mercado, que variavam de 700 mil a 1,1 milhão de toneladas. 

Leia: USDA: Vendas semanais para exportação de soja dos EUA ficam bem acima das expectativas

No entanto, nas duas primeiras semanas de negociações da nova temporada, os EUA venderam 10 milhões de toneladas de soja, 8 milhões de toneladas a menos que mesmo período do ano passado. Apesar da reaproximação entre China e Estados Unidos nos últimos dias, os compradores chineses estão cautelosos e aguardando um possível acordo para realizar novas compras volumosas.

De acordo com Vanin, para ficar abastecido até janeiro de 2020, o país asiático precisa comprar ainda cerca de 15 milhões de toneladas. Caso haja uma trégua, mesmo que parcial, boa parte desse volume pode ser suprido pelos Estados Unidos. Sem acordo, aí então a China teria que comprar soja em outros mercados, incluindo o Brasil.

Para o mercado interno brasileiro, o dólar a mais de R$ 4,15 acaba compensando a queda nos prêmios. A combinação de ganhos em Chicago e no câmbio ajudaram a dar fôlego aos negócios. Os preços nos portos subiram mais de 1% nas principais referências e ganhos ainda mais expressivos puderam ser observados em algumas praças de comercialização do interior do país. 

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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