Soja em Chicago tem mais uma dia de queda com desencontro de informações e incertezas sobre oferta e demanda do grão
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Entrevista com Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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Nesta quarta-feira (16), o mercado da soja encerra com novas quedas, com cerca de 5 a 6 pontos negativos nos principais contratos. Para Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, apesar do resultado, os últimos resultados da commodity são os melhores em mais de 1 ano. Três pontos continuam dando o tom do humor do mercado: o clima nos EUA, a guerra comercial e a oferta x demanda pela oleaginosa.
Para o clima nos EUA, foram registradas nevascas em algumas regiões produtoras, mas que são consideradas normais para esta época do ano. No entanto, como as lavouras estão atrasadas, há risco de haver problemas ao final da colheita, o que por sua vez pode diminuir a produção final.
No âmbito da guerra comercial entre EUA e China, apesar da recente reaproximação entre os dois países, novas declarações do presidente americano sobre Hong Kong tem gerado incômodo nos líderes chineses. A evolução da Peste Suína Africana na China tembém tem afetado o país, que reduziu em 41% o rebanho de suínos.
Dessa forma, de um lado há uma oferta que pode ser reduzida por problemas climáticos, do outro lado a demanda também deve ser reduzida. Em um âmbito geral, Camilo Motter acredita que esses fatores devam fortalecer os preços em Chicago.
No mercado interno brasileiro, a safra nova sofre com atraso de plantio e negociações lentas, com produtores recuados. Para a safra velha, as indústrias podem ser uma boa alternativa para quem ainda segurou parte da safra. Eventualmente, a necessidade fará com que as indústrias paguem mais que os preços praticados internacionalmente.
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