Soja: Momento não é de novas vendas e melhores oportunidades devem surgir

Publicado em 04/11/2019 17:13 e atualizado em 04/11/2019 18:02
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Produtor brasileiro é quem mais acertou a comercialização, diz o consultor Ênio Fernandes, com 35% da nova safra já comprometida. Chicago será direcionado pelos detalhes do acordo entre China e EUA, principalmente ao conhecer o volume financeiro em produtos que os chineses se comprometer a comprar dos americanos.
Ênio Fernandes - Consultor em Agronegócio da Terra Agronegócios

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Entrevista com Ênio Fernandes - Consultor em Agronegócio da Terra Agronegócios sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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A comercialização caminha mais lentamente no Brasil neste momento e esta é uma postura acertada do produtor nacional neste momento, como explica o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios. 

"O produtor brasileiro foi quem mais acertou a comercialização até agora. Ele vendeu no momento certo a soja antecipada, quando os preços caíram no vale, poucos venderam, e quando os preços melhoraram, voltaram a vender", disse. "O produtor brasileiro foi ágil em construir margens para 2020". 

E é por isso que o Brasil já tem cerca de 35% de sua sua safra 2019/20 comprometida, número que fica em linha com a média dos últimos anos. E esse é, segundo Fernandes, mais um sinal da eficiência do produtor brasileiro na hora de vender sua soja. 

E como explica o consultor, essa lentidão das vendas que se observa neste momento é reflexo de uma combinação do dólar mais baixo, das incertezas sobre o acordo entre China e Estados Unidos e também com o sojicultor focado em seus trabalhos de campo, buscando ter uma segurança maior de sua safra. 

As vendas mais lentas não acontecem só no Brasil, mas na América do Sul de uma forma geral. Na Argentina, o resultado das eleições que levará à posse em 2020 um novo governo de esquerda com Alberto Fernández e Cristina Kirchner trouxe extrema incerteza ao setor agropecuário e impacto diretamente no ritmo da comercialização. 

"O produtor argentino agora não vende por extrema insegurança financeira. Tem o peso, as retenciones, e o produtor ainda não sabe para onde vai tudo isso", diz. 

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja registraram um novo dia de estabilidade, com pequenas altas de 1,50 a 2,50 pontos nos contratos mais negociados. O contrato janeiro fechou com US$ 9,38 e o maio/20, US$ 9,63 por bushel. 

O mercado, ainda como explicou o consultor, segue esperando por mais informações e detalhes do acordo entre China e Estados Unidos para definir seu direcionamento. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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