Demanda chinesa fraca, além de maior disponibilidade de soja dos EUA e da Argentina pressionam cotações do grão em Chicago

Publicado em 18/11/2019 16:59 e atualizado em 18/11/2019 18:03
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Mercado interno segue descolado de Chicago com demanda aquecida por farelo e óleo de soja
Mário Mariano Moraes Júnior - Analista da Novo Rumo Corretora

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Entrevista com Mário Mariano Moraes Júnior - Analista da Novo Rumo Corretora sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Nesta segunda-feira (18), o mercado da soja teve quedas expressivas, com janeiro/20 perdendo 8 pontos, com contratos sendo feitos a US$ 9,10. Para Mário Mariano Moraes Júnior, analista da Novo Rumo Corretora, a referência se aproxima cada vez mais dos US$ 9.

Dentre os fatores, mais uma vez está o impasse comercial entre EUA e China. Com os momentos finais da colheita americana e início de plantio positivo na América do Sul, a falta de uma demanda maior por parte da China tem feito os preços perderem patamares.

Além disso, a paridade cambial tem ficado cada vez mais distante entre o dólar e outras maedas de países emergentes, como é o caso do Brasil e da Argentina. Isso faz com que a soja produzida nesses países fique mais competitiva que a americana, o que por consequência pressiona os preços na bolsa de Chicago.

Enquanto isso, a demanda interna brasileira continua aquecida. Da safra velha, 99% já está comercializada e o estoque que sobrou é disputado pela indústria. A demanda vem no fluxo do bom desempenho das proteínas de origem animal, além do aumento do óleo de soja na camposição do biodiesel (B12)

 

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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