Mercado da soja teme que acordo entre China e EUA não seja cumprido; as quedas em Chicago podem continuar

Publicado em 16/01/2020 16:41 e atualizado em 16/01/2020 20:04
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Demanda chinesa pela soja brasileira seguirá firme, principalmente se os preços se mantiverem competitivos na exportação
Carlos Cogo - Sócio-Diretor da Consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio

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Entrevista com Carlos Cogo - Sócio-Diretor da Consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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No dia seguinte à assinatura da "Fase 1" do acordo comercial entre os EUA e a China, esta quinta-feira (17) foi de novas quedas para o mercado da soja em Chicago. A queda foi no patamar dos 4 pontos negativos, com o mercado ainda reagindo com dúvidas sobre os volumes de comercialização que estão no acordo.

Não só os números da soja recuaram nesta quinta, mas milho, trigo - também na Bolsa de Chicago - açúcar, café e algodão na Bolsa de Nova York também encerraram seus negócios no vermelho. As incertezas e dúvidas sobre os termos acordados entre chineses e americanos mantêm o mercado cautelo e ainda na defensiva. 

Como explica o diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, os traders precisam de novas, efetivas e robustas compras da China nos EUA para que o preço reagisse de alguma outra forma. E considerando que está mantida a taxa de 25% da nação asiática sobre a soja americana, sua competitividade permanece menor. 

Por hora, os preços da soja no mercado brasileiro seguem contando com alguma estabilidade. "Os prêmios aqui no Brasil não recuaram nenhum centavo, nem ontem e nem hoje. E podem até subir caso a China aumente os volumes de compra por aqui", diz Cogo. 

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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