Chicago aposta numa demanda chinesa pela soja americana que não acontece e cotações encerraram em queda
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Fechamento de Mercado da Soja - Entrevista com Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro
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O mercado brasileiro da soja registrou sua melhor semana da história para a formação de preços com uma nova disparada do dólar nesta sexta-feira. As principais referências superaram os R$ 105,00 por saca nos portos brasileiros para o produto da safra atual e os negócios registraram bons momentos.
Com tamanha incerteza e aversão ao risco, há uma forte corrida dos investidores para o dólar e uma desvalorização intensa das demais moedas. E uma das divisas que mais perde é o real. Somente no acumulado de 2020, a alta da dólar é de 32,72%. Nesta semana, a moeda subiu 4,3% para renovar sua máxima histórica e fechar com R$ 5,32.
Assim, durante esta sexta-feira os preços de paridade de exportação - o PPE -, que são referência de preços da soja sobre rodas no porto de Paranaguá, há indicativos para o produto da safra atual oscilando entre R$ 102,40 - para maio, a partir do dia 15 - e R$ 107,40 por saca, para setembro. Para a safra nova, as variações acontecem com ideia de preços de R$ 99,40, para março/abril a TR$ 101,30 para julho/agosto.
O Brasil já vendeu cerca de 75% da sua safra 2019/20 de soja e, aos poucos, no segundo semestre a demanda começa a se voltar para o mercado dos EUA. Na sequência, como explica o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, a nação asiática deverá se voltar à nova safra brasileira.
No entanto, Sousa alerta para uma redução nos valores na balança comercial, com uma possível redução nas exportações brasileiras de soja. Ainda assim, explica que "o dólar será a grande diferença", explica.
"O produtor tem que ir cobrindo suas posições e ir aproveitando a soja acima dos R$ 100,00 e ir vendendo. Vejo demanda pela frente vinda da China. Graças a Deus que o Brasil não parou os portos, usou a cabeça", orienta Sousa.
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