CME lança nesta 2ª feira (21) novo contrato para a soja adaptado ao mercado brasileiro
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Entrevista com Matheus Pereira - Diretor da ARC Mercosul sobre o Contrato Futuro de soja na América do Sul
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A CME Group, empresa dona da Bolsa de Chicago, lança um novo contrato futuro de soja adaptado ao mercado brasileiro nesta segunda-feira (21). O objetivo é, aos poucos, criar uma nova referência para a formação dos preços da oleaginosa aqui no Brasil, se descolando, passo a passo, da referência de Chicago, e também dar ao produtor nacional mais uma opção para que ele possa otimizar sua comercialização.
"É um contrato para liquidação financeira, não haverá entrega física, com vencimentos escalonados, onde compradores e vendedores de soja poderão fazer um hedge financeiro com base Santos. Tomamos base Santos por ser um porto volumoso na exportação de soja; o contrato será precificado em dólares por tonelada e o volume desse contrato FOB Santos será de 136 toneladas. O que vivemos agora, com o mercado já aberto, é uma tentativa de precificação dessas primeiras negociações", explica Matheus Pereira, diretor da ARC Mercosul, empresa que foi contratada pela CME para desenvolver a inteligência deste novo contrato.
Para trabalhar com o novo contrato, o produtor, comprador, vendedor ou especulador tem de utilizar uma corretora que seja licenciada nas bolsas de mercadorias e futuros, já que a arbitragem do contrato está sob a tutela da CME. "A grande maioria das corretoras no Brasil que operam soja, milho, já possuem esse credeciamento e são essas mesmas corretoras que terão acesso a essa ferramenta", explica Pereira.
O desenvolvimento da guerra comercial entre China e Estados Unidos provocou mudanças bastante profundas na formação dos preços da soja no Brasil - maior exportador mundial e principal fornecedor da nação asiática - e as referências de preços foram se descolando do andamento das cotações em Chicago. Aos poucos, os preços para a oleaginosa brasileira foram caminhando e se formando com mais independência, respondendo ao cenário local de oferta e demanda.
"Nós acreditamos que a referência possa sim vir a ser mudada, e isso vai depender agora da aptidão do produtor rural no Brasil em aceitar esse novo contrato, do comprador do outro lado do planeta, e da confiança. Teremos que ter um mercado sólido, sem interrupções, sem problemas operacionais. A solidez desse contrato financeiro vai determinar sua longevidade", completa o diretor da ARC.
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Daniel Saldanha Camargo Ponta pora - MS
Em minha opinião, esse contrato (CME/B3) deveria ser em Toneladas por Reais, pois ficaria mais fácil para o produtor fazer hedge.