Inverno seco, atraso no plantio e La Niña podem contribuir para reduzir a pressão da ferrugem asiática na soja do Centro-Sul

Publicado em 25/09/2020 11:32 e atualizado em 29/09/2020 09:27 1157 exibições
Cláudia Vieira Godoy - Pesquisadora Embrapa Soja
Por outro lado, condições para o desenvolvimento da doença na região Centro-Norte do país podem ser maiores devido a melhor distribuição das chuvas. Recomendação da Embrapa Soja é para que produtores de todas as regiões fiquem atentos e monitorem suas lavouras e casos na região

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Inverno seco, atraso no plantio e La Niña podem contribuir para reduzir a pressão da ferrugem asiática na soja do Centro-Sul

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As condições deste inicio de safra verão 2020/21 estão bastante similares as apresentadas no ciclo passado 2019/20 e o comportamento de doenças na soja como a ferrugem asiática deve ser similar.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Cláudia Vieira Godoy, explica que o inverno seco ajuda na ocorrência de um vazio sanitário natural, mesmo que as temperaturas em 2020 não tenham sido tão baixas no geral.

Outro ponto favorável para menor pressão dos esporos é o atraso no plantio. A pesquisadora conta que a doença costuma aparecer com mais força no final do ciclo, quando as plantas estão em enchimento de grãos e as lavouras já estão fechadas. Sendo assim, o plantio mais tardio adia a presença da doença nas folhas.

Neste ano outro fator ainda pode mexer no cenário da ferrugem asiática no Brasil. A ocorrência do La Niña pode deixar as chuvas na parte Centro-Sul do país menos distribuídas e contribuir para a evolução mais devagar da doença na região, mas por outro lado, aumentar a pressão no Centro-Norte com a melhor distribuição das precipitações.

De qualquer maneira, a recomendação ao produtor é realizar monitoramento constante em suas lavouras e nos registros de esporos pela região através de serviços de monitoramento como o Consórcio Antiferrugem e outros sistemas estaduais como o da IDR-Paraná.

Confira a íntegra da entrevista com a pesquisadora da Embrapa Soja no vídeo.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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