Soja recua em Chicago nesta 4ª, mas ameniza perdas e se mantém acima dos US$ 11,50

Publicado em 02/12/2020 19:04 1864 exibições
Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais
Melhora das chuvas na América do Sul e acirramento das tensões entre China e EUA, aliadas a vendas de posições por parte dos fundos, pesam sobre os preços.

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Entrevista com Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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O mercado da soja testou baixas expressivas durante o pregão desta quarta-feira (2) - de mais de 15 pontos - mas foi amenizando o movimento e terminou o dia com perdas de 8,25 a 9,50 pontos nos principais vencimentos, levando o janeiro a US$ 11,53 e o março, US$ 11,54 por bushel. Os traders esperam por notícias fortes novamente para, de fato, redefinir sua posições. 

"Os fundos que vieram comprados já há algum tempo, com carteiras muito tomadas e passaram a vender partes destes volumes para finalizar o ano. Houve a desmobilização de muitas posições compradas ao longo desses dias e o mercado testou a área técnica dos US$ 11,50", explica Camilo Motter, analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais. 

Entre os fundamentos, estão as melhores chuvas na América do Sul que vêm sendo registradas e também sendo previstas, bem como a intensificação da guerra comercial - e de retórica, principalmente - entre China e Estados Unidos. Ainda assim, o viés de alta das cotações parece estar mantido frente à ajustada relação entre oferta e demanda. 

"Acredito que o desenvolvimento das safras da Argentina e do Brasil será um fator preponderante daqui para frente. O mundo carece de oferta cheia para atender a uma demanda muito consistente", diz Motter. "É muito cedo para se falar em quebra, mas os próximos 30 dias serão um divisor de águas para o mercado, mesmo sem contarmos com uma safra totalmente definida", completa. 

Para o analista, uma safra brasileira abaixo de 130 milhões de toneladas - como já estimam algumas consultorias privadas no país - poderiam apertar ainda mais os estoques globais e exigir mais dos já curtos estoques americanos, o que estimularia novas altas para Chicago.  

Sobre a demanda, Motter afirma ainda que a força da China permanece, porém, explica ainda que ela agora está bem abastecida, e deverá escalonar suas próximas compras, porém, sem agredir expressivamente as cotações. 

MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, os negócios ainda continuam acontecendo pontualmente, com preços mais baixos do que os registrados há algumas semanas. Ainda assim, as referências permanecem bem mais elevadas do que no mesmo período anterior, com prêmios também altos diante da pouca oferta disponível e da nova safra já bastante comprometida. 

"Diante das dificuldades climáticas, o bom senso  sugere esperar, até porque acredito que os preços continuarão altos", orienta o analista sobre os negócios com a safra 2020/21, já bastante adiantados no país. 

Por:
Aleksander Horta e Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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