Cruz Alta (RS) acumula mais um ano de perda na safra de milho, chegando a perdas de até 50% no sequeiro
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Cruz Alta (RS) acumula mais um ano de perda na safra de milho, chegando a perdas de até 50% no sequeiro
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A forte estiagem que atingiu a região sul do país no final de 2020 fez com que o produtor de milho da região de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul acumulasse mais um ano de perdas, de acordo com o presidente do Sindicatpo Rural do Município, Daniel Jobim Badaraco.
Ele explica que o plantio no sequeiro, que já teve produtividade em torno de 120 sacas por hectare, no ano passado já reduziu para cerca de 60 sacas, e agora, com a colheita praticamente finalizada, há produtores colhendo entre 30 a 50 sacas por hectare.
Apesar disso, Badaraco conta que o plantio que foi feito em área irrigada rendeu produtividade dentro da normalidade, com cerca de 200 sacas por hectare. "Ainda há a questão do preço, que o produtor fechou venda futura lá atrás em mais ou menos R$ 40,00 por saca, e hoje vemos o preço batendo na casa dos R$ 80,00", disse.
O mesmo ocorreu com a soja, que ainda está em desenvolvimento, após plantio atrasado devido à seca. Os preços foram travados em venda futura em cerca de R$ 80,00 a saca, e hoje o valor está acima.
"A estiagem no ano passado se prolongou até outubro, o que fez com que o plantio da soja atrasasse. Houve irregularidade nas chuvas, locais que não chove há 20 dias, e áreas que sofreram com o mofo branco", explicou.
Para Badaraco, ainda é cedo para estimar a produtividade da lavoura de soja, mas os produtores esperam que o clima em março seja favorável, snedo um mês decisivo para o enchimento de grãos, assim como abril, quando a colheita deve ganhar ritmo.
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