Soja em Chicago fecha mais uma sessão em queda e de olho nos climas da América do Sul e dos EUA

Publicado em 22/10/2021 16:54 e atualizado em 22/10/2021 17:44 2304 exibições
Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest
Enquanto a umidade favorece o plantio na América do Sul, a chuva e o frio nos EUA podem atrasar a colheita

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Entrevista com Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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As cotações futuras da soja encerraram a sessão desta sexta-feira (22) com queda de 3 pontos, em média, na Bolsa de Chicago (CBOT), após altas registradas no início da semana. O foco dessa baixa recente está atrelado ao clima na América do Sul, além de movimentos técnicos.

O contrato de novembro/21 caiu 3,4 pontos, negociado a US$ 12,20 por bushel, com máxima de US$ 12,30 e mínima de US$ 12,17 por bushel. Já o maio/22, mais distante, recuou 3,6 pontos, valendo US$ 12,49 por bushel.

"O clima na América do Sul vai muito bem. Os produtores estão plantando rápido e o desenvolvimento inicial da soja está indo muito bem, isso não só para o Brasil, mas também para os nossos vizinhos, Paraguai e Argentina", destaca Eduardo Vanin, analista da Agrinvest.

O clima no Brasil deve seguir favorável para a safra nos próximos dias, segundo os institutos meteorológicos.

Por outro lado, ainda há relatos de umidade em plena colheita da oleaginosa em alguns estados norte-americanos, segundo o analista. Um cenário mais alongado dessa situação nos Estados Unidos pode fazer com que o mercado até volte a subir nos próximos dias na CBOT.

"Se ela [a colheita] continuar lenta, o esmagamento de soja dos EUA cai e o fornecimento de farelo e óleo fica prejudicado. Esse foi um dos motivos que nós vimos no início da semana comandando a alta lá na Bolsa de Chicago", pontuou Vanin.

Ainda segundo o especialista, outro ponto de atenção no mercado tem sido a demanda chinesa pela soja norte-americana. "Ano passado, em nome da China, eram 25 milhões de toneladas compradas e esse ano está com 15 milhões de toneladas" . " Mas apesar do menor volume comprado em relação ao ano passado, o programa americano de exportação está em linha com a média de cinco anos", explicou.

Esse ritmo lento de compra dos chineses, segundo o analista, está atrelado com a maior disponibilidade de soja no Brasil, diferente do ano passado, além da margem da China ruim. As vendas de farelo também estão menores neste ano. "O cardápio da China está mais variado", destaca Vanin.

MERCADO INTERNO

Apesar de queda na soja na CBOT nas últimas duas sessões, o mercado físico teve negócios sendo favorecidos nos últimos dias com o suporte do câmbio.

"Nesta semana, o produtor brasileiro vendeu bastante, vendeu milho, vendeu soja, safra velha e safra nova. O produtor brasileiro vai aproveitando essa alta do câmbio, vai vendendo e isso pressiona o prêmio na exportação", explica Vanin. Além disso, as perspectivas também são positivas, apesar dos custos.

Em Não-Me-Toque (RS), o dia foi de estabilidade para a soja com a saca a R$ 160,00. Em Palma Sola (SC), a saca ficou cotada a R$ 165,00 e, em São Gabriel do Oeste (MS) caiu 1,25%, a R$ 160,00. Já Ponta Grossa (PR), registrou estabilidade com a saca a R$ 170,00.

Nos portos, os indicativos seguem próximos de R$ 170,00 por saca no disponível e cerca de R$ 160,00 para 2022.

» Clique e veja as cotações completas da soja

Por:
Aleksander Horta e Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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