Perdas na safra de soja na AMS se aproximam de 15 mi/t por conta do clima, calcula Brandalizze
Podcast
Entrevista com Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting sobre o Fechamento Do Mercado Da Soja
As cotações da soja tiveram mais um dia de fortes altas na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (22). O contrato jan/22 encerrou cotado a US$13,28/bushel com elevação de 20,75 pts, março/22 fechou em US$13,35/bushel e ganhos de 22,25 pts e o contrato maio/22 encerrou a sessão negociado a US$13,41/bushel com alta de 22 pts.
Mais uma vez a preocupação com o clima na América do Sul e a perda gradativa do potencial produtivo das lavouras ajudaram a intensificar o movimento de alta em Chicago . O mercado do trigo também foi pontuado por Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, como fator que reforçou a alta de mais de 20 pontos na soja. "O trigo, por exemplo, operou acima dos US$ 8,00/bushel, puxando o farelo, o milho e fazendo um efeito positivo em conjunto, e criando um ambiente que pode favorecer os preços da soja".
Para Brandalizze o nível de perdas na América do Sul já se aproxima de 15 milhões de toneladas, sendo 10 milhões só no Brasil. "No ritmo que está indo, sem chuvas aqui no sul da América do Sul, as cotações devem atingir os US$ 13,50/ bushel já na próxima sessão".
Analistas internacionais consideram que as perdas na América do Sul dão importante estímulo para o consumo da soja norte americana. O volume negociado nesta safra está abaixo do projetado inicialmente pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).
PJ Quaid, corretor da R.J. O'Brien, concordou que o clima na América do Sul influenciou os mercados hoje. “O clima juntamente com a aproximação do vencimento das opções de janeiro, que acontece amanhã (quinta-feira 23), está fazendo aumentar a ansiedade no mercado de grãos”.
Jason Roose, da U.S. Commodities, também acrescentou que a semana de feriado (Véspera de Natal) criou o ambiente perfeito para romper a resistência dos US$13,00/bushel e se sustentar acima desse patamar. "As condições de clima seco na América do Sul, junto com as vendas lentas dos produtores, estão dando grandes ganhos aos mercados de grãos. Permitindo pouca resistência em um ambiente de comércio de feriado. O dólar americano fraco também está adicionando suporte", compartilha Roose.
Mercado interno
Apesar da elevação das cotações em Chicago, o dólar em queda acabou tirando a força da soja negociada em reais no Brasil. Ainda sim, as cotações nos portos seguem bastante atrativas com ofertas de R$180 a R$181 por saca no Spot e R$175 a R$176 por saca nos vencimentos Abril/Maio e até R$180 para negócios em Julho/Agosto. No entanto, Vlamir Brandalizze reforça que há pouco interesse dos vendedores, que no Sul do país aguardam para saber o tamanho das perdas e nas demais regiões, produtores acreditam em preços melhores para a soja diante do tamanho do prejuízo que algumas áreas vem registrando.
1 comentário
Apesar de aumento de área estimado nos EUA, soja fecha 3ª feira com altas de dois dígitos em Chicago
Anec estima exportação de soja do Brasil em 15,86 mi t em março; farelo em 2,24 mi t
Analizando sua comercialização
Soja sobe em Chicago nesta 3ª feira, acompanhando os derivados e à espera dos de área do USDA
Soja não deve ter grandes curvas de preços no curto prazo; produtor deve estar atento aos negócios
AgRural: Com chuva nos estados mais tardios, colheita de soja vai a 75% no Brasil
Geovani Salvetti Ubiratã - PR
É pra acabar,onde veio essa conta... é muito mais,MS,PR,SC e RS estão em estado de calamidade