Produtor brasileiro aproveita alta dos últimos dias para vender soja e estimativas apontam para negócios de mais de 2 mi / t nesta semana

Publicado em 27/04/2022 17:16
Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting
Preços da soja no Brasil superam os R$200/saca nos portos e para Brandalizze, esse é um bom momento para vendas

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Entrevista com Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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As cotações futuras da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (27) com altas de mais de 20 pontos na Bolsa de Chicago (CBOT). O dia foi de atenção para as informações sobre o atraso no início do plantio da safra norte-americana e temores com a logística do país.

O contrato maio/22 encerrou o dia a US$ 17,26 por bushel com alta de 21,2 pontos. Enquanto que o julho/22 saltou 21 pontos, a US$ 16,92 por bushel. Nos derivados, o óleo de soja saltou mais de 2% e o farelo cerca de 1%.

O contrato de julho/22 do óleo de soja, inclusive, testou recorde histórico de 85,77 centavos de dólar por libra-peso.

"O ambiente da safra americana não está favorável. O plantio está atrasado, o clima ainda não está regular. Hoje houve geada em regiões importantes do Meio Oeste norte-americano", disse em entrevista ao Notícias Agrícolas Vlamir Brandalizze, analista Brandalizze Consulting.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou no início da semana que apenas 3% da área dedicada para o plantio soja havia sido semeada, contra 1% da semana passada, 7% do mesmo período do ano passado e 15% de média plurianual. A expectativa era de 3%.

Ainda de acordo com Brandalizze, o mercado também está atento para os impactos nas safras de grãos do Leste europeu e da China.

Ainda com foco nos Estados Unidos, o mercado também repercutiu durante o dia informações sobre impactos na logística norte-americana. "Há sim um movimento maior de trens, mas o óleo de soja não é transportado nos mesmos vagões que os derivados de petróleo", ponderou o analista.

"De agora em diante, entre maio e junho, já é entressafra americana e não tem mais muito o que embarcar", reiterou Brandalizze.

Apesar da alta expressiva no dia, a continuidade da valorização ainda é dúvida. "Não há garantia de que esse cenário vá ficar. As previsões climáticas já mostram que da próxima semana em diante as temperaturas devem subir nos EUA, as chuvas se normalizar e aí vai perder forças", disse.

No financeiro, o dia foi de intensa volatilidade. O petróleo estava com leve alta neste fim de dia, mas chegou a trabalhar em baixa. O dólar ante o real chegou a subir, mas fechou no negativo. O dólar index registrava leve alta.

MERCADO INTERNO

A disparada da oleaginosa no dia em Chicago e alta do câmbio durante a maior parte desta quarta-feira favoreceu transações no mercado físico brasileiro, segundo Brandalizze. "Teve bastante negócio. Desde o começo de março que não tínhamos tanto como os que ocorreram agora", afirma.

Em Não-Me-Toque (RS), o dia foi de alta de 1,60% para a soja com a saca a R$ 190,00. Em Palma Sola (SC), a saca ficou cotada a R$ 188,50 com salto de 1,62% e, em São Gabriel do Oeste (MS) subiu 1,33%, a R$ 182,40. Já Ponta Grossa (PR), registrou salto de 2,04% com a saca a R$ 200,00.

Nos portos, os indicativos ficaram em cerca de R$ 195,00 por saca no disponível e para maio de 2022.

Por:
Aleksander Horta e Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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