Chicago fecha semana com saldo positivo, apesar da volatilidade. BR tem negócios melhores internamente
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Chicago fecha semana com saldo positivo, apesar da volatilidade. BR tem negócios melhores internamente
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A semana se encerra com saldo positivo para o mercado da soja na Bolsa de Chicago, marcada por bastante volatilidade, apesar de ter registrado oscilações bastante tímidas. Nesta sexta-feira (16), os futuros da oleaginosa terminaram o pregão com ganhos de 6,50 e 7 pontos, com o janeiro valendo US$ 14,80 e o maio com US$ 14,87 por bushel.
Segundo explicou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, há três principais fatores que neste momento influenciam o andamento das cotações internacionais da soja. Entre eles estão o adverso clima da Argentina - que já causa uma perda expressiva de potencial produtivo -, os impactos do relaxamento das medidas de combate ao Covid-19 na China e também o posicionamento do Federal Reserve sobre suas políticas - sobretudo em relação a sua taxa de juros norte-americana - e a reação dos mercados frente a isso.
Vanin destaca ainda o comportamento dos preços do farelo de soja tanto na CBOT, quanto no Brasil e na Argentina, principalmente, pela possibilidade de uma queda no processamento de soja argentino. Ainda no mercado vizinho, o chamado "soy dollar" - o câmbio específico para a comercialização da soja no país - é outro ponto de atenção. O volume de negócios tem sido bem mais contido do que na primeira rodada da medida proposta pelo ministro da Economia, Sérgio Massa.
O mercado de óleos vegetais também está no radar, porém, diferente do farelo, com notícias que pressionam as cotações, como uma oferta maior de óleo de girassol na região do Mar Negro e o pico de demanda nos maiores consumidores já tendo passado.
Na China, apesar do relaxamento das medidas, a situação ainda é grave quanto ao coronavírus, o número de casos é crescente, de mortes também, e os impactos sobre o consumo serão monitorados, em especial durante o feriado do Ano Novo Lunar.
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